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Cidades

TROCA DE PROVAS » Concurso termina com ocorrência na polícia

Publicação: 19/12/2011 04:00

Candidatos são atendidos por militar (Beto Magalhães/EM/D.A PRESS
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Candidatos são atendidos por militar

Landercy Hemerson

A troca dos cadernos de provas dos candidatos ao cargo de clínica médica do concurso da área de saúde da Prefeitura de Belo Horizonte terminou ontem à tarde em ocorrência policial. Um grupo de participantes do processo seletivo, que era realizado no prédio da PUC-IEC, na Avenida Brasil, no Funcionários, Centro-Sul da capital, denunciou a quebra de sigilo do teste. A Fundação Mariana Resende Costa (Fumarc), organizadora do concurso, admitiu a suspensão das provas de língua portuguesa, saúde pública e conhecimentos específicos. Uma nova data será marcada para que os cerca de 300 concorrentes as 213 vagas na especialidade de clínica médica façam o novo teste.


A candidata Maria Carmem Versiane, de 43 anos, disse que foram entregues cadernos de provas dos concorrentes às vagas de médico do programa saúde da família para o pessoal de clínica médica . “Questionamos, pois a prova de conhecimento específico da área PSF é diferente da nossa. Demoraram uma hora e quarenta e quatro minutos para trazerem os cadernos certos. Como havia esgotado o prazo mínimo de uma hora de permanência em sala para os outros candidatos, preferimos não fazer as provas. Nesse período de espera, vários participantes também usaram aparelhos de telefone celular, o que deixa suspeitas em relação ao sigilo do processo”, explicou.
De acordo com Sérgio Luiz Tomayno, de 46, apenas três turmas com cerca de 50 candidatos às vagas de clínico, que fariam provas na sede da PUC-IEC, tiveram seus cadernos trocados. “A situação abalou a credibilidade do concurso, já que há mais concorrentes em outras unidades fazendo provas. Além do fato de que as disciplinas de língua portuguesa e saúde pública são comuns às outras especialidades”.
 Marcelle Maksud, de 39, reclamou da falta de organização do processo. “Nos deixaram esperando quase duas horas e queriam que fizéssemos as provas quando chegaram, com mais quatro horas de duração”. Mara Andrade, de 55, estava revoltada. “Deveria estar trabalhando num plantão. Agora nem sei se vou ter como fazer essas provas em outra data”.


CANCELAMENTOS
O gerente-geral da Fumarc, Ronaldo Ribeiro Leite, afirmou que a entidade constatou a quebra de sigilo e definiu pelo cancelamento imediato das provas para os candidatos da área de clínica médica. De acordo com ele, os participantes das três turmas da PUC-IEC, e também os de mais duas que realizaram os testes no Colégio Santa Maria, na Floresta, Leste da capital, serão convocados para novas provas. “Houve a troca do caderno e uma demora para corrigir o problema. Constatamos a possível quebra de sigilo e cancelamos a prova". Representantes de um grupo de candidatos registrou boletim de ocorrência policial na 4ª Companhia do 1º Batalhão da PM.

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