Esportes

ATLÉTICO » Sem temer a pressão Questionado pela Massa, Roger Machado diz encarar vaias com naturalidade, mas acredita que trabalho tem sido bem-feito. Time terá que provar amanhã, diante do Libertad, no Paraguai

Roger Dias

Publicação: 18/04/2017 04:00

No papel, os números em 2017 são até positivos – o aproveitamento na temporada é de 68,7%. Apesar disso, o técnico Roger Machado pela primeira vez vive momento de pressão da torcida desde que assumiu o Atlético. A irregularidade do time alvinegro em momentos cruciais na goleada sobre o Sport Boys por 5 a 2, pela Copa Libertadores, no empate com a URT por 1 a 1, pelo Campeonato Mineiro, foi o estopim para que o treinador sofresse as primeiras vaias das cadeiras, o que aumenta muito a cobrança nos dois próximos jogos do Galo.

A equipe embarcou ontem para Assunção pressionada e em busca de apagar a má impressão deixada nos dois últimos jogos em Belo Horizonte – dos quatro últimos compromissos, o Galo venceu apenas um. Amanhã, encara o Libertad, às 21h45, no Estádio Nicolás Leoz, com o desafio de manter a liderança do Grupo 6 da competição continental. No fim de semana, vai enfrentar novamente a URT, no Independência, em busca da vaga na decisão do Estadual.

O que tem mesmo irritado a torcida é a oscilação da equipe durante os 90 minutos, que impede o time de ter um controle das partidas. No último jogo, contra a equipe de Patos de Minas, o Galo levou o empate no segundo tempo depois de ter criado pelo menos quatro grandes chances na etapa inicial. Contra o Sport Boys, o time de Roger Machado marcou quatro vezes no segundo tempo depois de estar perdendo por 2 a 1.

O treinador vê com naturalidade as vaias da torcida durante a partidas. “Eles vêm, incentivam os 90 minutos, é o que a gente pede. Depois, quando o resultado não é o que eles esperavam e não é o que nós queríamos também, têm o direito de vaiar. O trabalho é bem-feito, agora é cabeça erguida. Competitividade é do ser humano e do atleta. É uma junção de vários fatores que, quando somados, você tem time competitivo”.

De fato, a pressão em cima do treinador é mais pelo nível de produção da equipe do que pelos resultados. O Atlético não teve dificuldades para vencer seus adversários de menor expressão, cumprindo o objetivo de se classificar à segunda fase na Primeira Liga e no Mineiro. No entanto, além de perder os dois clássicos com o Cruzeiro, o time se mostrou aquém das expectativas nos duelos pela Libertadores. A partir do mês que vem, o clube entrará também na disputa da Copa do Brasil – o sorteio dos confrontos nas oitavas de final será quinta-feira, no Rio.

EXIGÊNCIA Para o atacante Rafael Moura, o torcedor tende a cobrar mais da equipe à medida em que os resultados vão aparecendo. “O torcedor tem o direito de cobrar. Ele pode nos vaiar quando quiser. Mas sabemos que precisamos evoluir. O grupo se cobra muito. O torcedor está mais exigente porque são fases decisivas. A paciência está se esgotando, mas sabemos que estamos trilhando o melhor caminho”.

Em Assunção, o Galo contará novamente com Maicosuel, recuperado de lesão muscular na coxa direita. O jogador não atua desde o fim de fevereiro e deve ficar como opção de banco de reservas. O atacante Luan, com estiramento muscular, não tem previsão de retorno aos gramados.

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