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TRAGéDIA EM FAMíLIA » Instinto materno Mulher flagra companheiro fazendo sexo oral na filha e, em defesa da criança, mata o acusado

Publicação: 02/11/2011 04:00

Valkiria vivia há seis anos com Paulo (tv alterosa/reprodução)
Valkiria vivia há seis anos com Paulo
Andréa Silva

Dominada por sentimentos de revolta e ódio após flagrar o marido, o caseiro Paulo Roberto Vidal de Oliveira, de 26 anos, abusando sexualmente da filha dela de 11 anos, a dona de casa Walkiria da Silva, de 34, enfrentou o homem, que havia se armado com uma foice para atacá-la, e o esganou até a morte. Na luta pela própria vida, a mulher usou um fio de televisão. Embora tenha caído ao tentar fugir da agressão, ela conseguiu dominar o homem até ele perder os sentidos. “Naquele momento, só consegui pensar que era ele ou eu e meus filhos. Pelo o estado que meu marido estava, essa tragédia seria pior. Ele iria matar a todos nós”, falou Walkiria.

O flagrante do estupro ocorreu por volta das 4h de ontem, no casebre onde o casal vivia com os cinco filhos de Walkiria, em um sítio no povoado Garajão, Distrito de São José de Almeida, zona rural de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os filhos da mulher (três meninas de 11, 8 e 6 anos, e dois adolescentes de 12 e 15) e um menor de 14 anos, vizinho que passava a noite no imóvel, presenciaram toda a confusão. Depois de ter estrangulado o marido, com quem viveu por seis anos, Walkiria correu até o sítio de um vizinho e pediu socorro.

O aposentado Ataíde Mendes, de 70, contou ter acordado com a mulher desesperada, que  pedia para ele ajudar, pois ela achava que havia matado o marido. O idoso correu até a residência do casal e, ao entrar na sala, viu homem no chão. Ele então retornou a seu sítio e ligou para a Polícia Militar. Duas equipes do destacamento da PM de São José de Almeida foram mobilizadas para atender o caso.

O homem chegou a ser levado até um pronto-socorro da região, mas morreu antes de receber atendimento. Em conversa com os militares, as duas meninas de 11 e 8 anos confirmaram terem sido molestadas pelo padrasto e saíram em defesa da mãe, dizendo que ela agiu para protegê-las. Conforme o soldado Vasconcelos , as garotas não confirmaram ter ocorrido relação sexual, mas afirmaram que Oliveira mostrava a genitália e  praticava sexo oral nelas.

CHORO

Walkiria disse que Paulo de Oliveira havia virado a noite consumindo bebida alcóolica. E, segundo ela, toda as vezes que o marido bebia, ele a agredia. Ela informou que, pouco antes da confusão, ela estava deitada e, para evitar uma briga, preferiu fingir que dormia. Ela disse que Oliveira ficou um tempo deitado ao lado dela, mas depois sentou na cama. Depois, levantou-se

A dona de casa resolveu observar os passos do marido. Ela escutou a filha mais velha chorando e dizendo o nome dele, pedindo para ele parar. Também escutou quando o marido respondeu que era para a menina calar a boca, senão ele iria matar a todos.

“Levantei e fui ver o que estava acontecendo. Peguei o Paulinho fazendo sexo oral na minha filha. Nesse momento, senti ódio e revolta. Ele veio para cima de mim com a foice na mão. Para me defender e proteger meus filhos fui para cima dele ”, contou.

LEGÍTIMA DEFESA
As investigações sobre a morte do caseiro  foram assumidas pelo delegado Matheus Cobucci Salles, da Delegacia de Polícia Civil de Jaboticatubas. Ontem, o delegado colheu o depoimento de Walkiria, do vizinho da mulher e dos cinco filhos dela. Conforme o policial, a dona de casa foi autuada em flagrante pelo homicídio, mas como ele entendeu que ela agiu em legítima defesa e dos filhos, ela foi liberada. Salles encaminhou as meninas para exame de corpo de delito. Ele solicitou que representantes do Conselho Tutelar do município acompanhe mãe e filhos.

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