Cidades

AEDES AEGYPTI » Perigo flagrado Piscina no Centro de Convivência Pampulha apresenta péssimo estado de conservação e se torna ameaça para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela em BH

Márcia Maria Cruz, Gustavo Werneck e Valquiria Lopes

Publicação: 23/05/2017 04:00

Os mosquitos transmissores da dengue, chikungunya, zica e febre amarela nem bem deram trégua aos belo-horizontinos e novas ameaças trazem à tona ameaças. É o caso de uma piscina cheia de larvas, no Centro de Convivência Pampulha, vinculado à Secretaria Municipal de Saúde, que fica na Avenida Dom Orione, no Bairro São Luís, na Região da Pampulha, em Belo Horizonte. A equipe de reportagem esteve no local, na última quarta-feira, por volta das 17h, onde uma faixa da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH) garante “saúde de qualidade para todos”.

As novas instalações do Centro de Convivência Pampulha foram entregues em junho de 2013, conforme informação divulgada no Portal da PBH, para dar mais conforto aos usuários, no entanto, a piscina parece não receber nenhuma manutenção.

Sem qualquer tipo de cobertura, o equipamento apresenta água turva . Lodo e lixo se acumulam no fundo, tornando um criadouro propício para os mosquitos Aedes aegypti. Manter um local nessas condições representa um alto risco à saúde pública. É o que explica o diretor da Sociedade Mineira de Infectologia, Carlos Starling. “Não podemos relaxar, ainda mais se tratando de um prédio público”, disse. “É preciso ter a mesma vigilância que há com um bem privado, pois se trata de um risco para a comunidade”, afirmou.

Balanço

O último balanço divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde mostra que, até o dia 20, foram notificados 6.691 casos de dengue, entre 525 confirmados, 1.451 pendentes de resultados, sendo investigados e descartados 4.715. Já no mesmo período do ano passado, foram notificados 67.102 casos, 10 vezes mais que o atual período.

Quanto à zika, foram confirmados, 10 casos, sendo 84 notificações, dos quais 63 de pessoas residentes na capital e 21 de outros municípios. Dos casos autóctones, ou seja, contraídos na própria cidade, 36 foram investigados e descartados e 17 continuam em apuração. Já no mesmo período de 2016, o número chegou a 1,2 mil casos notificados. A chikungunya, por sua vez, teve 81 casos notificados neste ano, sendo 41 confirmados – dos quais 24 importados e 17 autóctones. Ainda há 40 casos em investigação. No ano passado foram 42 notificações, com 22 casos confirmados. A reportagem procurou a Secretaria Municipal de Saúde, mas até o fechamento desta edição não havia resposta.

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