Cidades

SEGURANÇA » Vigilância não descansa PM realiza ações nos bairros da capital, além de orientar sobre cuidados para evitar ação de bandidos durante as férias, quando muita gente viaja e deixa as casas vazias. Rede de vizinhos é fundamental

Cristiane Silva

Publicação: 07/01/2019 04:00

O período de férias traz a expectativa de diversão, mas também o receio de quem vai deixar casas ou estabelecimentos comerciais vazios nesta época pela possibilidade de arrombamentos e furtos. Alguns imóveis já ficam fechados desde as festas de fim de ano. Para evitar a ação de criminosos, garantindo uma volta para casa com tranquilidade, a Polícia Militar (PM) vem realizando ações nos bairros da capital e também orienta a população a contar com a ajuda de vizinhos e pessoas de confiança para monitorar as redondezas.

Segundo o Comando de Policiamento da Capital (CPC), em janeiro de 2018 foram registradas 737 ocorrências de furto a residências em Belo Horizonte. Para reduzir o número de crimes este ano, já está em andamento a Operação Férias Seguras, que tem reforço no efetivo com o emprego de policiais das áreas administrativas e da Academia da Polícia Militar no patrulhamento preventivo em tempo integral.

Tropas do Comando de Policiamento Especializado também recobrem locais considerados de maior incidência de crime e em pontos estratégicos estudados previamente. “A nossa intenção é fazer um policiamento que envolve as redes de vizinhos protegidos e o patrulhamento policial direcionado pelas ruas da cidade”, explica o coronel Anderson de Oliveira, comandante do CPC. Segundo ele, a ideia é garantir a segurança tanto dos que estão viajando como a dos que permanecerão na cidade.

A Polícia Militar informa que algumas medidas de autoproteção também podem ajudar a evitar o furto de imóveis. Além de conferir se portas, janelas e portões estão trancados, é preciso guardar escadas e outras ferramentas para evitar que criminosos possam usá-las para invadir. Também é importante comunicar-se com um vizinho ou pessoa de confiança para que observe o imóvel. Diante de alguma suspeita, a polícia deve ser chamada.

Desde 2017, as regionais de Belo Horizonte contam com 86 bases comunitárias móveis da Polícia Militar em pontos que concentram crimes e também em áreas de grande circulação Em todos os locais, é possível registrar boletins de ocorrência.

TECNOLOGIA Há alguns anos, a Polícia Militar promove as chamadas Redes de Vizinhos Protegidos na capital com o objetivo de reunir e orientar os moradores sobre medidas de segurança. Nos últimos anos, os grupos ganharam o incremento da tecnologia de comunicação, com o uso do smartphone. Em janeiro do ano passado, havia cerca de 1.100 redes atuantes em Minas Gerais, conforme levantamento da PM.

Carlos Alberto Rocha, que está assumindo a presidência da Associação dos Moradores do Bairro Anchieta (Amoran) neste ano, conta que a comunidade integra a rede há 10 anos, mas nos últimos tempos o WhatsApp tem sido um grande aliado nesse sentido.“Na prática, temos um grupo ligado à associação, que compartilha informações de utilidade e segurança, e apoiamos a iniciativa, em parceria com a PM, que é o Quarteirão de Segurança. Nesse grupo são compartilhadas apenas informações de segurança pública.”

Ele explica que o último grupo foi desenvolvido pelo 22º da PM para trocar informações com a população da região. “Procuramos sempre fomentar a participação das pessoas, identificando suspeitos e atentos às dicas que a Polícia Militar passa”, comenta. Rocha destaca que o sistema é muito eficiente e lembra um caso ocorrido há dois meses. “Ocorriam furtos de holofotes nas portarias dos prédios. Com a divulgação das fotografias das câmeras de circuito de segurança, a PM conseguiu identificar os autores e eles foram presos.”

Segundo ele, o aplicativo facilita a interação dos vizinhos, que nem sempre podem se encontrar pessoalmente. Mas ressalta que a intenção, a partir deste ano, é também é reforçar as reuniões nos moldes da rede de vizinhos protegidos. No Bairro Anchieta, além dos grupos, as informações sobre segurança aparecem no jornal distribuído pela associação de moradores. Rocha destaca que desde a fundação da associação, há 30 anos, o imóvel conta com uma espécie de base de apoio para atender os policiais militares que patrulham o bairro. O espaço funciona com recursos da própria associação.

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