Esportes

CRUZEIRO » De olho no futuro Raposa renova estrutura da categoria de base, com reforma de campos, departamento médico e área de musculação. Desafio é formar atletas para o time de cima

Paulo Galvão

Publicação: 24/05/2017 04:00

Enquanto busca jogadores que possam reforçar o grupo e fazer o Cruzeiro novamente vencedor ainda nesta temporada, a diretoria celeste pensa também no futuro. Ontem, inaugurou nova sala de musculação na Toca da Raposa I, batizada de Centro de Treinamento de Força das Categorias de Base do Cruzeiro Esporte Clube (CTFOR), e que tenta aproximar a realidade dos garotos àquela oferecida aos profissionais.

Essa, porém, é apenas uma das melhorias feitas no CT da base celeste. Foram reformados os vestiários, os campos, a cozinha, o refeitório e o departamento médico, além de adquiridos novos equipamentos para os alojamentos e designados profissionais para análise de desempenho de cada categoria.

O clube segue oferecendo escolas de ensino fundamental e médio para os garotos, o que inclui aulas de inglês, extensivas aos funcionários. “No futebol atual a preparação física ganhou tanta importância que se a gente não se atualizar, fica para trás. E não estamos investindo só em novos equipamentos de musculação. Toda a estrutura está sendo melhorada, com o intuito de oferecer o melhor para nossos atletas. Isso repercute inclusive fora, facilitando na hora de contratar jogadores, seja para a base, seja para o profissional. Afinal, todos sabem que aqui oferecemos o melhor”, afirma o presidente Gilvan de Pinho Tavares.

O objetivo do investimento na base é revelar atletas que tragam retorno técnico e financeiro para o clube. Não à toa, o Cruzeiro foi o segundo time que mais teve jogadores convocados para a seleções brasileiras de base no ano passado, com 18, três a menos que o São Paulo, observa o superintendente da base, Antônio Assunção.

Para quem foi formado na Toca I, ver o local sempre evoluindo tem uma importância especial. Afinal, é garantia de que novos valores vão surgir e ajudar o clube a conquistar mais títulos.

“O Cruzeiro sempre revelou grandes jogadores por procurar dar o melhor a eles. O clube está de parabéns não só por essa iniciativa, mas por toda a estrutura que oferece. Com o CTFOR, as categorias de base ficam mais perto do profissional, facilitando a adaptação de quem subir”, argumenta o meia Alisson, que fará 24 anos em 25 de junho e que chegou ao CT da base celeste em 2007, quando ainda tinha 13 anos.

Ele destaca a relevância não só dos equipamentos, mas também de outros setores. “Foi muito importante, por exemplo, ter escola aqui dentro. Graças a isso consegui terminar o ensino médio. Aprendi muito não só como atleta, mas também como pessoa”, diz o autor do gol no empate por 1 a 1 com o Sport, domingo, pela segunda rodada do Campeonato Brasileiro.

FORMANDO CIDADÃOS

Outro que elogia toda a estrutura é o volante Lucas Silva. Da mesma geração de Alisson, ele retornou ao Cruzeiro emprestado pelo poderoso Real Madrid e destaca que só conseguiu vencer no futebol por toda a formação que recebeu. “É sempre bom voltar à Toca I, reencontrar os amigos, ter aquela resenha boa. Aqui foi muito importante para minha formação, tive escola, comida, atendimento médico, orientação, ou seja, tudo de que precisava. Se não tivesse conseguido me tornar jogador, seria um cidadão por tudo que tive aqui”, declara Lucas Silva, que também chegou ao Cruzeiro em 2007, quando ainda tinha 13 anos.

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