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Professor espalha fotos de alunas nuas por escola após ser bloqueado nas redes

Professor se passou por adolescente em perfil falso nas redes sociais para conversar com as estudantes, aliciando-as a enviar fotos nuas

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Vista frontal da tarde no conceito de mau hábito de telefone
Professor divulgou as imagens durante horário de aula | Freepik

Duas adolescentes de 13 anos acusam um professor de uma renomada escola particular do Brooklyn, em Nova York, nos EUA, de usar recursos da própria instituição para obter e disseminar imagens íntimas das alunas durante o horário da aula. O docente teria cometido o crime ao ser bloqueado pelas estudantes nas redes sociais.

A Saint Ann’s School, está sendo alvo de um processo judicial sob a acusação de ter ignorado denúncias em relação ao acusado. Ainda, segundo o NY Post, a ação movida pelos pais das duas vítimas afirma que a instituição teria rotulado os denunciantes como “racistas”, “antiprogressistas” e pouco comprometidos com a “justiça restaurativa” para evitar investigar Winston Nguyen, o docente acusado.

De acordo com a ação judicial, as estudantes relatam que o ex-professor de matemática se aproveitou de sua posição dentro da escola para se aproximar das vítimas e manipular a rotina delas.

O processo destaca que a administração da instituição teria sido comunicada sobre a gravidade do ocorrido, mas, segundo o documento, não adotou medidas efetivas para apoiar as alunas, mitigar os danos ou acionar imediatamente as autoridades competentes. A escola, segundo o texto da ação, também não teria se desculpado formalmente com as famílias.

Falhas na contratação

Winston Nguyen, ex-participante do programa “Jeopardy!”, já havia sido condenado anteriormente por desviar uma quantia significativa de dinheiro de uma idosa cega de 96 anos. Mesmo com esse histórico, ele foi contratado para dar aulas de matemática na escola particular de Brooklyn, o que, segundo a ação, demonstra uma falha na avaliação de risco.

O documento apresentado à Justiça aponta que a direção e funcionários específicos da instituição teriam ignorado alertas sobre o comportamento do educador. A acusação fala em “empoderamento repetido” do professor, falta de supervisão adequada e ausência de protocolos internos capazes de impedir que alguém com esse passado tivesse acesso irrestrito a adolescentes e a ferramentas digitais da escola.

Identidade falsa

Segundo o processo, Nguyen utilizou equipamentos, redes e recursos institucionais para se aproximar das adolescentes e criar um ambiente de confiança artificial. Ele teria passado a interagir com as estudantes em plataformas digitais, usando, em determinado momento, um perfil falso que se apresentava como um colega adolescente. A partir dessa identidade fictícia, o ex-professor teria enviado imagens explícitas, descrito fantasias sexuais e pressionado as menores a produzir e encaminhar fotos e vídeos nuas.

Quando as meninas interromperam o contato e bloquearam o perfil, o professor, ainda de acordo com o processo, reagiu com o chamado “revenge porn”: um disparo em massa de dezenas de imagens íntimas para outros estudantes em pleno horário de aula. O episódio, além de ter ampliado a exposição das vítimas, teria ocorrido por meio de canais de comunicação acessíveis graças à sua posição dentro da escola.

O que diz o processo

O processo federal sustenta que, ao tomar conhecimento da situação, a administração do Saint Ann’s School adotou uma postura considerada insuficiente pelos autores. Segundo o documento, houve reuniões com as alunas, mas não foram realizados encaminhamentos consistentes para apoio psicológico, orientação às famílias ou ações estruturadas para reduzir a circulação das imagens. Também é alegado que a escola optou por não notificar imediatamente a polícia, o que, para os advogados das vítimas, representou uma omissão relevante.

Além disso, a ação cita supostas atitudes de retaliação contra pessoas que teriam tentado alertar a instituição sobre riscos envolvendo Nguyen. A narrativa jurídica afirma que, mesmo após a divulgação das imagens, não houve uma comunicação transparente com a comunidade escolar nem reconhecimento formal de falhas de supervisão. Para os autores do processo, essa postura teria contribuído para prolongar o impacto emocional e social sobre as adolescentes.