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Suspeito de matar diretor artístico em BH era amigo da família há 15 anos

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O crime aconteceu no início do mês e foi inicialmente percebido por uma vizinha testemunha | Foto: Imagens cedidas à Itatiaia
O crime aconteceu no início do mês e foi inicialmente percebido por uma vizinha testemunha | Foto: Imagens cedidas à Itatiaia

A Polícia Civil de Minas Gerais prendeu, nesta segunda-feira (16), um homem de 37 anos suspeito de matar o diretor artístico e professor de dança Luiz Carlos dos Reis, de 56 anos, no bairro Jardim Alvorada, na Região Noroeste de Belo Horizonte. O caso é investigado como latrocínio (roubo seguido de morte).


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De acordo com as investigações, o suspeito, identificado como Jefferson Barbosa dos Santos, conhecia a vítima há mais de uma década e frequentava a casa dela. Familiares relatam que o homem era próximo, com vínculo antigo que remontava à época escolar.

O crime ocorreu no início de março. O corpo de Luiz Carlos foi encontrado dentro de casa por um sobrinho, que o localizou caído de bruços, com uma faca cravada no pescoço. Não havia sinais de arrombamento, o que levou a polícia a suspeitar, desde o início, de alguém conhecido.

Imagens de câmeras de segurança mostram o investigado deixando o imóvel com objetos da vítima, incluindo televisão, celular e carteira. Testemunhas também relataram ter visto um homem saindo da residência com uma mochila e equipamentos.

O suspeito foi localizado pelo Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e preso no momento em que comparecia para instalar uma tornozeleira eletrônica, medida determinada após ele ter sido detido anteriormente por furto, dias depois do homicídio.

Durante a prisão, o homem confessou o crime. Em depoimento, afirmou que houve uma discussão antes do assassinato e que aplicou um golpe conhecido como “mata-leão” na vítima, seguido de um ataque com faca.

A versão, no entanto, é contestada pela família. Parentes afirmam que não havia sinais de luta no local e questionam a dinâmica apresentada pelo suspeito. Para eles, as evidências indicam que Luiz Carlos não teve defesa.

Apesar da prisão, familiares relatam sentimentos mistos entre alívio e indignação. Eles também rejeitam a justificativa de que o crime teria sido cometido sob efeito de drogas.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil.