Cidades
Acusada de matar casal de idosos em BH não será julgada pelo Tribunal do Júri
Justiça de Minas Gerais determina que processo contra Paola Stefany Neto Cirino, acusada de matar um casal de idosos em BH, siga para a Justiça comum
A Justiça de Minas Gerais decidiu que Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, responderá na Justiça comum pela morte do casal de idosos Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, em Belo Horizonte. Como a investigação trata o caso como latrocínio, roubo seguido de morte, o processo não seguirá para o Tribunal do Júri.
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A juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza publicou a decisão nessa última quinta-feira (9). Além disso, ela declarou que o 1º Tribunal do Júri não tem competência para julgar o caso. Segundo a magistrada, o crime investigado não se enquadra nas situações previstas pelo Código de Processo Penal para julgamento pelo júri popular.
Por esse motivo, a juíza encaminhou o processo à Vara de Garantias. Agora, o setor deverá indicar qual vara criminal conduzirá a ação. Até o momento, a Justiça não definiu um prazo para essa etapa.
Entenda a decisão
O Tribunal do Júri julga apenas crimes dolosos contra a vida. Entre eles estão homicídio, infanticídio, aborto e induzimento, instigação ou auxílio ao suicídio.
Neste caso, porém, a investigação apontou a prática de latrocínio. Embora o crime tenha provocado a morte das vítimas, a legislação o classifica como um crime contra o patrimônio. Por isso, a Justiça comum deve analisar o processo.
O que acontece agora?
Depois que a Vara de Garantias indicar o novo juízo, o processo seguirá sua tramitação normal. Em seguida, o juiz responsável dará andamento às próximas fases da ação penal.
Caso haja condenação, a pena prevista para latrocínio varia de 24 a 30 anos de prisão.
Relembre o caso
A investigação aponta que Paola Stefany Neto Cirino matou Maria Clotilde Atala Inácio, de 76 anos, e Cláudio Atala Inácio, de 75, dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na região Centro-Sul de Belo Horizonte. Em seguida, segundo a apuração, ela fugiu após roubar bens das vítimas.
Nesta fase, a decisão da Justiça não analisa se a acusada é culpada ou inocente. Em vez disso, apenas define qual órgão do Judiciário será responsável pelo julgamento do caso.