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Bebê chega morto a UPA em BH e caso levanta alerta para violência infantil; entenda o caso

Bebê chega morto à UPA em BH com sinais de violência; padrasto e mãe são presos e Polícia Civil investiga homicídio e maus-tratos

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Faixada da UPA Oeste, em BH
Criança chegou sem vida à UPA Oeste, em BH, com sinais de agressões, e caso é investigado pela Polícia Civil.

Um bebê de um ano e oito meses chegou morto à UPA Oeste, em Belo Horizonte, e o caso mobiliza a Polícia Civil de Minas Gerais, que investiga homicídio qualificado e maus-tratos. A criança apresentava sinais de violência e desnutrição, o que reforça a suspeita de agressões recorrentes.

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Segundo a equipe médica, o menino já estava sem vida havia cerca de uma hora quando deu entrada na unidade de saúde. Além disso, os profissionais identificaram hematomas pelo corpo, sangramentos e um olho roxo, indícios considerados incompatíveis com acidentes domésticos.

Padrasto levou a criança à unidade e apresentou versão inicial

De acordo com o boletim de ocorrência, o padrasto levou o bebê à UPA na noite de terça-feira (7). Inicialmente, ele afirmou à Polícia Militar que a criança teria se engasgado enquanto estava sozinha em casa.

Ainda conforme o relato, o homem disse que saiu para visitar a companheira, que estava em trabalho de parto, e deixou o enteado desacompanhado por cerca de três horas. Ao retornar, encontrou o menino desacordado.

No entanto, essa versão passou a ser questionada após a análise preliminar dos peritos.

Polícia identifica sinais de agressões constantes

A Polícia Civil informou que exames iniciais do Instituto Médico Legal apontaram lesões em diferentes estágios , recentes e antigas. Dessa forma, os investigadores concluíram que a criança pode ter sido vítima de agressões frequentes.

Além disso, a possível causa da morte foi identificada como hemorragia interna, provocada por múltiplos golpes.

O delegado responsável pelo caso destacou que os ferimentos não condizem com situações acidentais. Por isso, a principal linha de investigação aponta para violência contínua dentro do ambiente familiar.

Mãe também foi presa e versão apresentou contradições

Embora o padrasto tenha sido ouvido e liberado em um primeiro momento, a Polícia Civil prendeu o casal no dia seguinte. Eles foram localizados no Instituto Médico Legal, durante o reconhecimento do corpo.

Testemunhas relataram que a mãe havia saído para dar à luz e deixou os filhos sob os cuidados do companheiro. Entretanto, a investigação aponta que ela tinha conhecimento das agressões.

Inicialmente, a mulher apresentou uma versão considerada falsa. Depois, mudou o depoimento e tentou atribuir a responsabilidade apenas ao padrasto. Ainda assim, os investigadores entenderam que ela também pode ter sido omissa diante das violências.

Irmão da vítima foi encontrado em situação precária

Outro ponto que chama atenção no caso é a situação do irmão da vítima, de quatro anos. A criança foi encontrada em condições precárias e encaminhada ao Conselho Tutelar.

Diante disso, o caso reforça a importância de denúncias em situações de suspeita de violência infantil, especialmente quando há sinais de negligência ou maus-tratos.

Crimes investigados e desdobramentos

Atualmente, o padrasto responde por homicídio qualificado. Já a mãe deve responder por maus-tratos com resultado morte.

Os dois foram encaminhados ao sistema prisional e permanecem à disposição da Justiça. Enquanto isso, a Secretaria de Justiça e Segurança Pública informou que a mulher poderá ser transferida para uma unidade específica para gestantes privadas de liberdade, caso haja decisão judicial.

Violência infantil: como denunciar

Casos como este evidenciam a gravidade da violência contra crianças e adolescentes. Por isso, qualquer suspeita deve ser denunciada. O Disque 100 recebe denúncias de forma gratuita e anônima em todo o país.