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Decisão de Alexandre de Morais conta Bolsonaro cita “conhecido corno”

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Marcos Corrêa/PR

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), emitiu uma decisão autorizando a operação da Polícia Federal contra o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus aliados. No entanto, a decisão chamou a atenção por conter três erros inusitados de ortografia.

No texto, por três vezes, o termo “corno” é utilizado erroneamente em vez da palavra correta “como”. Essa expressão popular e pejorativa certamente gerou estranheza aos leitores mais atentos.

Uma das frases afirma que um grupo de pessoas é apontado “corno” responsável pelo constante assessoramento jurídico e pela elaboração de minutas de decretos, com o intuito de consumar um golpe de Estado e subverter a ordem democrática.

Operação

A operação deflagrada pela Polícia Federal na manhã de quinta-feira, 8, tem como alvos aliados militares e políticos do ex-presidente Jair Bolsonaro. Entre os alvos das buscas estão o ex-ministro da Defesa e da Casa Civil Braga Netto, o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional Augusto Heleno e o ex-ministro da Justiça Anderson Torres.

Além disso, o STF determinou que Bolsonaro entregue seu passaporte em até 24 horas. O documento foi confiscado pela PF na sede do PL, em Brasília, no início da tarde de quinta-feira.

Durante a operação, foram realizadas prisões. Segundo informações do Terra, foram presos Filipe Martins, ex-assessor especial de Bolsonaro; Marcelo Câmara, coronel do Exército citado em investigações sobre presentes oficiais vendidos pela gestão Bolsonaro e supostas fraudes nos cartões de vacina da família do ex-presidente; Rafael Martins, major das Forças Especiais do Exército; e Bernardo Romão Corrêa Netto, coronel do Exército que se encontra nos Estados Unidos, mas irá se apresentar à Justiça.

O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, foi preso em flagrante por posse ilegal de arma. Embora ele fosse alvo de um mandado de busca e apreensão, o flagrante resultou em sua prisão.

No total, foram cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas da prisão. Essas medidas incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de sair do país com entrega dos passaportes em até 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas.

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