x

Cidades

Escorpião amarelo é o mais perigoso do Brasil; saiba identificá-lo

Conheça as 4 espécies de escorpiões que mais causam acidentes no país e aprenda a diferenciar o Tityus serrulatus, cujo veneno pode ser fatal

mm

Publicado

em

Escorpião amarelo de corpo escuro e apêndices claros, em tronco de árvore coberto por líquens
O escorpião-amarelo (Tityus serrulatus), espécie mais tóxica do Brasil, demanda identificação para prevenção de acidentes | Foto: José Roberto Peruca from Araçatuba/SP, Brasil, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons

O Brasil abriga centenas de espécies de escorpiões, sendo quatro do gênero Tityus, os que mais causam acidentes em humanos. Uma dessas espécies, no entanto, se destaca pela alta periculosidade: o escorpião amarelo. Conhecido cientificamente como Tityus serrulatus, este aracnídeo adaptou-se com sucesso ao ambiente urbano, o que aumentou sua presença em residências e o número de picadas, principalmente nas regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, mas sua expansão já alcança outros estados, como Paraná e Santa Catarina.

Leia Mais

O veneno do escorpião amarelo é considerado o mais tóxico entre as espécies encontradas no país. Sua ação neurotóxica é potente e age rapidamente no sistema nervoso, representando um risco elevado especialmente para crianças, idosos e pessoas com a saúde debilitada. Identificar corretamente o animal é o primeiro passo para a prevenção de acidentes graves.

Como identificar o escorpião amarelo?

A identificação do Tityus serrulatus pode ser feita a partir de características visuais bem distintas. Seu corpo, incluindo pernas e pedipalpos (pinças), tem uma coloração amarelo-claro. O tronco, no entanto, é mais escuro, e a cauda apresenta uma série de pequenas serrilhas na parte dorsal, especificamente no 3º e 4º segmentos, uma marca que deu origem ao seu nome científico.

Suas pinças são longas e finas, e o animal adulto mede entre 5 e 7 centímetros de comprimento, podendo ocasionalmente atingir 8 cm. Uma característica biológica notável é sua capacidade de se reproduzir por partenogênese. Isso significa que as fêmeas conseguem gerar filhotes sem a necessidade de um macho, o que explica sua rápida e ampla proliferação em áreas urbanas, com cerca de 20 filhotes por gestação que atingem a maturidade em menos de um ano.

Outras espécies comuns no Brasil

Além do amarelo, outras três espécies de escorpiões são motivo de preocupação médica no país. Conhecê-las ajuda a entender os riscos em diferentes regiões:

  • Escorpião-marrom (Tityus bahiensis): possui uma coloração marrom-avermelhada, com pernas mais escuras e manchas. É encontrado com frequência no Sudeste e Centro-Oeste.

  • Escorpião-amarelo-do-Nordeste (Tityus stigmurus): semelhante ao amarelo, porém com uma faixa escura no centro do dorso e um pequeno triângulo escuro nas costas. Sua presença é mais comum na região Nordeste.

  • Escorpião-preto-da-Amazônia (Tityus obscurus): tem uma coloração bem escura, quase preta, e é o maior entre as espécies perigosas do país, podendo atingir até 9 centímetros. Como o nome indica, é predominante na região amazônica.

O aumento da presença de escorpiões nas cidades está ligado à expansão urbana, que invade seus habitats naturais. Eles encontram nas residências abrigo contra predadores e abundância de alimento, como baratas e outros pequenos insetos, tornando a vigilância e a limpeza de quintais e residências essenciais para evitar acidentes.