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Greve de professores em BH continua e amplia pressão sobre prefeitura por negociação

Greve de professores da rede municipal de BH continua por tempo indeterminado após assembleia. Categoria cobra negociação e critica propostas da prefeitura

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Professores da rede municipal de BH mantêm greve por tempo indeterminado após assembleia na Praça da Estação; categoria cobra negociação e melhores condições de trabalho.

A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte segue por tempo indeterminado após decisão tomada em assembleia realizada na Praça da Estação. A categoria optou por manter a paralisação e intensificar a mobilização, em meio a críticas à condução das negociações pela prefeitura e ao cenário enfrentado nas escolas.

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De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-REDE/BH), cerca de mil profissionais participaram da assembleia. A maioria votou pela continuidade do movimento, motivada, principalmente, pela ausência de avanços nas negociações e por demandas relacionadas às condições de trabalho.

Além disso, os trabalhadores apontam sobrecarga nas unidades de ensino e falta de profissionais de apoio como fatores que impactam diretamente a qualidade da educação. Nesse contexto, o movimento também ganhou força a partir da insatisfação com propostas discutidas pela administração municipal.

Críticas ao ensino integral e à gestão municipal

Entre os pontos mais questionados está a proposta de ampliação do ensino em tempo integral. Segundo o sindicato, há preocupação de que o modelo resulte em mudanças na atuação dos profissionais dentro das escolas.

Para a categoria, a medida pode representar precarização do ensino e afetar o desenvolvimento dos estudantes. Por outro lado, a prefeitura nega alterações que comprometam a atuação de professores e afirma que as atividades pedagógicas seguem sob responsabilidade de profissionais habilitados.

Ao mesmo tempo, declarações do prefeito sobre a greve também contribuíram para aumentar a tensão. O chefe do Executivo afirmou anteriormente não ver motivos para a paralisação e disse que os acordos firmados estão sendo cumpridos. Ainda assim, o sindicato avalia que as falas ampliaram a insatisfação entre os trabalhadores.

Prefeitura destaca medidas e mantém diálogo

Em resposta, a administração municipal sustenta que há um acordo vigente com a categoria, com validade até 2026. Entre os pontos citados estão a previsão de recomposição salarial pela inflação, reajustes na carreira e benefícios como auxílio-alimentação.

A prefeitura também afirma que mantém reuniões com representantes sindicais desde o início do ano para tratar de pautas específicas. Além disso, destaca a nomeação de mais de 3 mil professores nos últimos anos e estudos para a abertura de novos concursos.

Apesar disso, os profissionais afirmam que as medidas não atendem plenamente às demandas atuais da rede municipal.

Próximos passos da mobilização

Com a manutenção da greve, a categoria deve ampliar as ações nos bairros e intensificar a pressão política. Entre as estratégias discutidas está o apoio à criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Educação.

Enquanto isso, a paralisação segue impactando o funcionamento das escolas da capital. A expectativa, portanto, gira em torno da retomada de negociações que possam avançar em pontos considerados centrais pelos trabalhadores.