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Greve na educação de BH pode empurrar ano letivo para 2027; PBH prevê reposição parcial

Greve dos professores em BH pode levar ano letivo até 2027. Prefeitura prevê reposição parcial das aulas e crianças de até 3 anos ficarão sem compensação

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Assembleia de professores da rede municipal de BH aprova greve por tempo indeterminado e aponta problemas estruturais nas escolas
Greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte completa 29 dias e já impacta o calendário escolar da capital mineira

A greve dos professores da rede municipal de Belo Horizonte pode fazer com que o calendário escolar avance até 2027. O anúncio foi feito pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), que também informou que parte dos estudantes não terá reposição integral das aulas perdidas durante a paralisação, iniciada há 29 dias.

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Segundo o município, crianças de zero a três anos não terão reposição das atividades. Já os alunos de quatro e cinco anos poderão ter reposição parcial, limitada aos dias que ultrapassarem 25 dias de greve. No ensino fundamental, as aulas serão repostas apenas em dias úteis.

Além disso, a prefeitura adiou as férias coletivas dos professores, previstas entre 28 e 31 de julho, para dezembro. A medida busca reorganizar o calendário escolar diante do impasse entre o Executivo municipal e os trabalhadores da educação.

De acordo com a secretária municipal de Educação, Natalia Araújo, a reposição integral para crianças pequenas se tornou inviável dentro do calendário atual.

“Neste ano a gente já não consegue mais fazer isso. A não ser que a gente comece a colocar como dia letivo sábado, domingo, 7 de setembro, e isso não faz sentido para uma etapa de ensino que não é obrigatória e para crianças tão pequenas”, afirmou.

A decisão provocou reação imediata de diretores, vice-diretores e representantes sindicais. Em carta aberta, gestores das escolas municipais criticaram a possibilidade de limitar a reposição e defenderam autonomia das unidades para definir os próprios calendários.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal de Belo Horizonte (Sind-Rede/BH) também questionou o posicionamento da prefeitura. Para a categoria, a discussão sobre reposição deveria ocorrer apenas após o encerramento da greve.

Enquanto as negociações seguem sem acordo, famílias enfrentam dificuldades para reorganizar a rotina. Com crianças fora das salas de aula há quase um mês, pais e responsáveis precisam adaptar horários de trabalho e cuidados diários.

A prefeitura afirma que já aceitou sete das oito reivindicações apresentadas pelos professores. O principal ponto de divergência envolve o atendimento a estudantes da educação especial. O município pretende utilizar Organizações da Sociedade Civil (OSCs) no Atendimento Educacional Especializado (AEE), enquanto o sindicato defende que o serviço seja realizado exclusivamente por professores concursados.

Sem previsão de encerramento da greve, a indefinição aumenta a preocupação de famílias, estudantes e profissionais da educação sobre o impacto do movimento no calendário escolar da capital mineira.