Cidades
Homem investigado por filmar mulheres sem autorização na Grande BH é ouvido
Homem investigado por filmar mulheres sem autorização em uma feira de Contagem foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. Celular com centenas de vídeos foi apreendido
Um homem preso após gravar mulheres sem autorização em uma feira de artesanato de Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, foi ouvido pela Polícia Civil e liberado. A corporação instaurou inquérito para apurar o caso e aprofundar a investigação sobre a produção e a possível venda de imagens íntimas.
Leia também:
- Empresa paga R$ 160 mil para profissional viajar o mundo degustando queijos
- Concursos públicos em 2026 abrem vagas com salários de até R$ 37 mil; veja oportunidades
- Golpe do falso presente é investigado pela Polícia Civil em BH
Segundo a Polícia Civil, o depoimento ocorreu na 2ª Central Estadual de Plantão Digital de Contagem. Embora tenha sido liberado após os procedimentos iniciais, o suspeito segue sendo investigado. O celular utilizado na ação foi apreendido e será analisado.
Segundo a Guarda Civil Municipal (GCM), responsável pela abordagem, o homem, identificado como Douglas Viana Costa, de 33 anos, usava um caderno para disfarçar o telefone enquanto registrava imagens de mulheres em uma área de grande circulação no bairro Eldorado. A ação foi interrompida após denúncia de uma testemunha.
Durante a abordagem, conforme relato da GCM, o suspeito confessou o crime e afirmou que o material seria comercializado em grupos de um aplicativo de mensagens, mediante pagamento mensal. Ainda segundo os agentes, ele não demonstrou arrependimento no momento da prisão.
No aparelho apreendido, os policiais encontraram centenas de vídeos. Além disso, testemunhas informaram que o homem já havia sido visto em outras ocasiões circulando pela mesma região, o que reforça a suspeita de reincidência.
O caso foi registrado como registro não autorizado da intimidade sexual, crime previsto no Código Penal Brasileiro, com pena que pode variar de seis meses a um ano de prisão, além de multa. A Polícia Civil agora apura a extensão do material armazenado, a identificação de possíveis vítimas e a existência de outros envolvidos na distribuição do conteúdo.
Enquanto isso, as autoridades orientam que vítimas ou testemunhas que tenham informações adicionais procurem a Polícia Civil para contribuir com as investigações.