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Justiça determina júri popular para filho acusado de matar a mãe em BH

Justiça de Minas determina júri popular para homem acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, em BH

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Soraya Tatiana Bonfim França, professora de História, foi encontrada morta após desaparecer em Belo Horizonte; filho é réu e vai a júri popular
Soraya Tatiana Bonfim França, professora de História, foi encontrada morta após desaparecer em Belo Horizonte; filho é réu e vai a júri popular

A Justiça de Minas Gerais decidiu que Matteos França Campos, acusado de matar a própria mãe, a professora Soraya Tatiana Bonfim França, vai a júri popular. A decisão foi tomada pela juíza Ana Carolina Rauen Lopes de Souza, do 1º Tribunal do Júri de Belo Horizonte, que acatou a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

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Com isso, o réu responderá por homicídio qualificado, com as qualificadoras de feminicídio, asfixia, motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de ocultação de cadáver e fraude processual.

Segundo a magistrada, há indícios suficientes de autoria e materialidade para que o caso seja analisado pelo Tribunal do Júri. Ao todo, o processo reúne depoimentos de 13 testemunhas, além da confissão do acusado.

Crime ocorreu após discussão por dívidas

Segundo a denúncia, o crime aconteceu no dia 18 de julho. Na ocasião, Matteos teria discutido com a mãe após ela se recusar a quitar dívidas acumuladas pelo filho, relacionadas a apostas esportivas e empréstimos consignados feitos em seu nome.

Durante a discussão, conforme apurado pelas investigações, o acusado asfixiou Soraya Tatiana e, posteriormente, ocultou o corpo ao jogá-lo de um viaduto em uma área de difícil acesso na Região Metropolitana de Belo Horizonte. A vítima foi encontrada dois dias depois, parcialmente coberta por um lençol e sem documentos de identificação.

Tentativa de despistar investigações

Ainda segundo o Ministério Público, após o crime, Matteos tentou despistar as autoridades. Ele registrou um boletim de ocorrência comunicando o suposto desaparecimento da mãe e manipulou imagens de câmeras de segurança. Além disso, passou-se por Soraya ao enviar mensagens para amigas da professora, visando criar a impressão de que ela ainda estaria viva horas após o assassinato.

Enquanto isso, o acusado viajou com amigos, mesmo após o crime, o que, segundo a Polícia Civil, chamou a atenção dos investigadores.

Defesa alegou insanidade mental

Durante o processo, a defesa de Matteos solicitou a instauração de um incidente de insanidade mental, alegando que ele teria agido em um surto psicológico. No entanto, o pedido foi negado pela Justiça. A juíza também rejeitou a revogação da prisão preventiva, que segue mantida desde julho de 2025.

Na decisão, a magistrada destacou a gravidade da conduta e a necessidade de preservar a ordem pública e garantir a correta instrução criminal.

Professora era referência na comunidade escolar

Soraya Tatiana Bonfim França tinha 56 anos e atuava desde 2017 como professora de História do 7º e 9º anos no Colégio Santa Marcelina, em Belo Horizonte. Descrita como uma profissional dedicada, era muito querida por colegas e estudantes.

Até o momento, não há data definida para o julgamento pelo Tribunal do Júri.