x

Cidades

Mulher indiciada por matar casal de idosos em BH também dopou outras vítimas para cometer roubos, diz polícia

Polícia Civil concluiu o inquérito e afirma que mulher indiciada pela morte de um casal de idosos em BH também dopou outros quatro clientes antes de furtar bens de valor

Publicado

em

Mulher de cabelo escuro, com marcas na testa e moletom azul, olhando para frente. Carro no fundo.
Paola Stefany Neto Cirino, diarista acusada de matar um casal de idosos no bairro São Pedro, em Belo Horizonte

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito que investiga a morte do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos. O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.

Leia também:

Além de indiciar Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, por latrocínio, roubo seguido de morte, a corporação informou que a investigada também é suspeita de dopar outros quatro clientes para cometer furtos.

Segundo a Polícia Civil, após a repercussão do caso, novas vítimas procuraram o Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri) e relataram situações semelhantes envolvendo a suspeita.

Polícia aponta uso de sedativos para cometer furtos

De acordo com as investigações, Paola utilizava medicamentos com efeito sedativo para reduzir a capacidade de reação das vítimas. Depois, aproveitava a vulnerabilidade delas para furtar dinheiro, joias, relógios e outros objetos de valor.

A polícia identificou que a suspeita teria repetido o mesmo modo de agir em pelo menos quatro casos. Em uma dessas ocorrências, parte dos objetos levados foi localizada na residência da investigada e devolvida aos proprietários.

Durante as diligências, os policiais apreenderam R$ 18,8 mil em dinheiro, 14 relógios, dois celulares, oito frascos de perfume, joias, acessórios como brincos, anéis, pulseiras e pingentes, além de 11,2 gramas de ouro fundido, roupas e calçados.

Também foram encontrados 165 comprimidos de um medicamento com efeito sedativo na casa da suspeita.

Quatro pessoas são indiciadas por receptação

Além de Paola, a Polícia Civil indiciou outras quatro pessoas por receptação qualificada. Conforme o inquérito, elas compraram objetos retirados do apartamento do casal de idosos após o crime.

Os investigados afirmaram que desconheciam a origem ilícita dos produtos. Eles procuraram espontaneamente a polícia, compareceram acompanhados de advogados e entregaram os bens adquiridos.

Segundo a corporação, a colaboração pode resultar em redução de pena pelo chamado arrependimento posterior, previsto no artigo 16 do Código Penal.

Investigação indica que crime contra casal de idosos foi planejado

A Polícia Civil concluiu que o crime contra Cláudio e Maria Clotilde teria sido planejado antes da entrada de Paola no apartamento. Os investigadores analisaram as formas de acesso ao imóvel, já que o prédio possuía controle de entrada e não apresentava sinais de arrombamento.

A suspeita chegou ao local após uma indicação de um familiar da empresária. Na ocasião, ela realizava o primeiro serviço de limpeza no apartamento.

Segundo o inquérito, enquanto preparava o almoço, Paola triturou comprimidos sedativos e colocou a substância em um suco servido ao casal. Após ingerirem a bebida, Cláudio foi para o quarto, enquanto Maria Clotilde adormeceu na sala.

Ainda conforme a investigação, a suspeita atacou os dois com golpes de faca. Depois do crime, ela teria tomado banho, trocado de roupa e deixado o imóvel levando objetos de valor.

Os familiares encontraram os corpos no dia seguinte, após estranharem a ausência do casal.

Faca apontada como arma do crime é encontrada pela polícia

Durante uma nova perícia no apartamento, a Polícia Civil localizou a faca apontada como a arma utilizada no assassinato.

Segundo os investigadores, Paola teria lavado o objeto e colocado novamente na cozinha para tentar dificultar a identificação da arma. O material será analisado pela perícia para reforçar as provas reunidas no inquérito.

Paola é indiciada por latrocínio e segue presa

Com a conclusão das investigações, Paola Stefany Neto Cirino foi indiciada por latrocínio. A Polícia Civil também apontou outros quatro casos em que ela teria utilizado medicamentos sedativos para dopar vítimas antes de furtar objetos.

A suspeita foi presa no dia 2 de julho, em um hotel de Itabira, na Região Central de Minas Gerais, e permanece à disposição da Justiça.