Cidades
Novo golpe: senha anotada em cartão permite roubo de R$ 16,8 mil
Idosa teve conta esvaziada por golpistas que operaram saques e financiamentos antes mesmo da vítima notar o crime
Uma idosa de 68 anos perdeu R$ 16,8 mil após cair na cilada da “carteira perdida” na manhã da última semana. A abordagem ocorreu logo após a vítima sair de um banco, quando um trio de golpistas usou a promessa de um prêmio de gratidão para convencê-la a entregar a bolsa com cartões e senhas.
O teatro da honestidade
A cena começou com um roteiro clássico: um homem deixou uma carteira cair propositalmente na frente da vítima. Assim que ela recolheu o objeto para devolvê-lo, uma mulher se aproximou para reforçar a encenação. Juntos, os comparsas afirmaram que o dono do item era um empresário generoso e que ela receberia uma gratificação em dinheiro pela boa ação.
Para dar o xeque-mate, uma terceira pessoa entrou em cena simulando ser outra pedestre que acabara de buscar sua própria recompensa. O grupo convenceu a idosa a deixar seus pertences como “garantia” enquanto ela entrava em um suposto escritório para receber o valor. Quando a vítima percebeu o sumiço dos suspeitos, a bolsa já estava longe.
Leia mais:
- Pizzaria envia entulho a golpista após Pix de R$ 0,01 em MG
- Falsa advogada é presa após golpe de R$ 53 mil em cliente
- Influenciador Felipe Heystee é acusado de golpe que causou prejuízo de R$ 207 mil
Corrida contra o relógio
O prejuízo escalou rapidamente porque a senha bancária estava anotada junto aos documentos. Apenas 24 minutos após o encontro na rua, os criminosos já operavam os terminais de outra agência.
No intervalo entre a fuga e o bloqueio das contas, o grupo limpou os R$ 940 em espécie que estavam na bolsa e realizou saques complementares.
A engenharia financeira dos golpistas incluiu o cancelamento de um empréstimo antigo da vítima para a contratação imediata de um novo financiamento. Sem necessidade de assinatura, apenas com o uso do cartão magnético, os suspeitos elevaram a dívida da mulher e levaram o prejuízo total ao patamar de R$ 16,8 mil.
Investigação
A família formalizou a queixa no 1º Distrito Policial de São Vicente. Segundo a Secretaria da Segurança Pública, os investigadores buscam imagens de câmeras de monitoramento da região para identificar o trio. O caso segue sob análise das autoridades como estelionato.