Cidades
Motorista de app preso por abuso sexual na Grande BH já havia sido denunciado por caso semelhante
Motociclista de aplicativo é preso suspeito de abusar de passageira na Grande BH; polícia investiga possível ligação com outros casos semelhantes
Um motociclista de aplicativo foi preso suspeito de abusar sexualmente de uma passageira, de 18 anos, na Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH). O caso aconteceu no domingo (22), após a jovem sair de um evento no Expominas, na capital, com destino a Santa Luzia.
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De acordo com a Polícia Militar (PMMG), o suspeito desviou da rota durante a corrida e levou a vítima para um local isolado. Em seguida, ele teria cometido o abuso mediante ameaça. Apesar disso, o trajeto foi retomado e finalizado no endereço informado inicialmente.
Enquanto a corrida acontecia, amigos da vítima acompanhavam o percurso em tempo real. No entanto, ao perceberem a mudança inesperada no trajeto, eles acionaram a PM. A partir das informações da motocicleta, os militares conseguiram localizar o suspeito no bairro Alto dos Pinheiros, na região Noroeste de Belo Horizonte, onde ele foi preso.
Além disso, a polícia identificou que o motociclista já havia sido denunciado por um caso semelhante em janeiro deste ano, na RMBH. Segundo os levantamentos, o modo de atuação seria parecido: desvio de rota, condução até um local ermo e prática de violência sexual. Diante disso, a PM não descarta a possibilidade de outras vítimas.
Após o crime, a jovem recebeu atendimento médico e passa bem. Em relato, ela afirmou que percebeu o desvio de caminho ainda durante a corrida e que o suspeito iniciou os abusos antes de entrar em uma área afastada.
Por outro lado, o homem negou as acusações. Em depoimento, ele alegou que a relação foi consensual e afirmou que nunca havia sido preso anteriormente. O caso foi encaminhado à Polícia Civil de Minas Gerais, que ficará responsável pela investigação.
Investigação pode apontar novos casos
A Polícia Militar acredita que a prisão pode levar ao surgimento de novas denúncias. Isso porque o padrão identificado nas ocorrências levanta a suspeita de atuação recorrente.