Cidades
Preço dos imóveis em BH sobe 5% e média chega a R$ 662,8 mil; veja bairros
Preço dos imóveis em BH sobe 5% e média chega a R$ 662,8 mil. Veja os bairros mais baratos e mais caros da capital mineira
O preço dos imóveis em Belo Horizonte subiu 5% em 2025 e elevou o valor médio das unidades para R$ 662,8 mil. Ao mesmo tempo, o mercado registrou 27,9 mil vendas ao longo do ano, sendo 90% residenciais. Os dados são da pesquisa anual da Câmara do Mercado Imobiliário e do Sindicato da Habitação de Minas Gerais (CMI/Secovi-MG).
Leia também:
- Aluguel em BH 2025: veja os bairros que mais valorizaram e onde os preços caíram
- Taxas de condomínio em BH ultrapassam R$ 2,8 mil; veja os bairros mais caros para morar
- Justiça autoriza retomada das obras do Minha Casa, Minha Vida no bairro Castelo
Além da alta nos valores, o levantamento mostra uma mudança no perfil das vendas. Enquanto apartamentos superluxo, acima de R$ 4 milhões, lideraram o crescimento, os imóveis do padrão econômico perderam espaço.
Mercado imobiliário de BH cresce, mas fica mais caro
Em 2025, o número de transações aumentou 1,4% em relação ao ano anterior. No entanto, o avanço mais significativo ocorreu nos preços. Hoje, quem deseja comprar um imóvel em BH precisa investir, em média, R$ 662,8 mil.
Os apartamentos continuam predominando no mercado: representam 77% das unidades comercializadas, com área média de 83 m². Esse dado reforça a verticalização da capital mineira e a preferência por imóveis em condomínios.
Por outro lado, o estudo indica um movimento de maior concentração de renda no setor. As vendas de apartamentos superluxo cresceram 43% em 2025. Em contrapartida, os imóveis econômicos, com valores de até R$ 350 mil, tiveram queda de 20,3%.
Dessa forma, o mercado imobiliário de Belo Horizonte apresenta dois cenários simultâneos: crescimento nas vendas de alto padrão e retração nas opções mais acessíveis.
Bairros com metro quadrado mais barato em BH
Entre os bairros com menor valor por metro quadrado, predominam regiões das áreas Norte e Barreiro. Confira os dez mais baratos:
Granja de Freitas – R$ 2.556,97
Distrito Industrial do Jatobá – R$ 3.409,09
Solar do Barreiro – R$ 3.547,88
Vila Tirol – R$ 3.553,47
Ribeiro de Abreu – R$ 3.636,36
Vitória – R$ 3.800,22
Dom Silvério – R$ 3.863,64
Europa – R$ 4.084,39
Conjunto Califórnia II – R$ 4.154,20
Mangueiras – R$ 4.204,55
Nessas localidades, o valor do metro quadrado fica abaixo de R$ 4,3 mil, o que amplia as possibilidades para compradores com orçamento mais limitado.
Bairros mais caros de BH têm metro quadrado acima de R$ 16 mil
Por outro lado, os bairros mais valorizados concentram imóveis de alto padrão e infraestrutura consolidada. O Belvedere lidera o ranking, com o metro quadrado ultrapassando R$ 30 mil.
Veja a lista dos dez mais caros:
- Belvedere – R$ 30.859,64
- Santa Lúcia – R$ 29.611,48
- Funcionários – R$ 27.008,33
- São José – R$ 25.272,53
- Lourdes – R$ 21.270,49
- Serra – R$ 18.487,91
- Savassi – R$ 18.074,27
- Anchieta – R$ 17.278,28
- Santo Agostinho – R$ 17.267,91
- Boa Viagem – R$ 16.068,11
A diferença entre o bairro mais barato e o mais caro ultrapassa 12 vezes no valor do metro quadrado. Assim, o cenário evidencia a desigualdade territorial e a segmentação do mercado imobiliário da capital.
O que explica a alta no preço dos imóveis em BH?
Especialistas do setor apontam que a redução gradual dos juros ao longo de 2025, aliada à flexibilização de regras de crédito, estimulou compradores de maior poder aquisitivo. Além disso, a oferta limitada de terrenos em regiões nobres também pressiona os preços.
Por outro lado, a queda nas vendas de imóveis econômicos pode refletir tanto o aumento dos custos de construção quanto as dificuldades de financiamento para famílias de renda mais baixa.
Em resumo, o mercado imobiliário de Belo Horizonte segue aquecido, mas cada vez mais seletivo. Enquanto imóveis de luxo batem recordes de valorização, o acesso à casa própria se torna mais desafiador para a maior parte da população.