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Rede municipal de BH terá greve de professores após aprovação em assembleia

Professores da rede municipal de BH aprovam greve por tempo indeterminado. Sindicato aponta “apagão” e cobra melhorias na educação

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Assembleia de professores da rede municipal de BH aprova greve por tempo indeterminado e aponta problemas estruturais nas escolas
Estudantes retornam às escolas municipais de Belo Horizonte em meio a incertezas sobre possível paralisação de trabalhadores da educação.

Professores concursados da rede municipal de Belo Horizonte aprovaram uma greve por tempo indeterminado, segundo o Sindicato dos Trabalhadores em Educação da Rede Pública Municipal (Sind-REDE/BH). A decisão foi tomada em assembleia realizada durante paralisação total das atividades.

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De acordo com o sindicato, o movimento é uma resposta ao que a entidade classifica como um “apagão na educação” na capital mineira. Entre os principais problemas apontados estão o déficit de professores, a sobrecarga de trabalho e dificuldades no funcionamento das escolas.

Além disso, a mobilização integra a Campanha Salarial 2026 e inclui críticas à condução da política educacional do município. Em nota, o Sind-REDE/BH afirmou que “a categoria posiciona-se firmemente contra as alterações estruturais no funcionamento do turno integral da educação infantil” e rejeita medidas que, segundo a entidade, podem precarizar o atendimento ao permitir contratações por meio de Organizações da Sociedade Civil (OSCs).

Outro ponto levantado pelo sindicato envolve trabalhadores terceirizados, como cantineiras e porteiros. Segundo a entidade, esses profissionais enfrentam atrasos salariais e falta de benefícios, como vale-alimentação e vale-transporte.

Assembleia pode redefinir rumos da greve

Para organizar o movimento, a categoria convocou uma nova assembleia, que deve discutir a continuidade ou não da paralisação. A diretoria do sindicato afirma que o encontro terá caráter soberano, podendo manter ou suspender a greve.

Prefeitura diz manter diálogo com a categoria

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação (SMED) informou que respeita o direito à livre manifestação e reafirmou o compromisso com o diálogo permanente com os profissionais da rede.

A pasta destacou ainda que há um acordo vigente firmado anteriormente, que prevê, entre outros pontos, a recomposição salarial pela inflação. Segundo a secretaria, reuniões com representantes sindicais vêm sendo realizadas ao longo do ano para քննարկar as demandas da categoria.

Entre as medidas já adotadas, a SMED cita a criação de progressões na carreira, reajustes em benefícios e aumento no vale-refeição. A administração municipal também afirma que mais de 3,1 mil professores foram nomeados nos últimos anos e que novas convocações estão previstas.

Além disso, a prefeitura informou que estuda a realização de um novo concurso público para a área da educação.