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Tudo o que se sabe sobre a tragédia em Juiz de Fora

Chuva histórica provoca mortes, desaparecidos e deixa centenas de desabrigados em Juiz de Fora e Ubá. Veja tudo o que se sabe até agora

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Ruas alagadas e imóveis atingidos após forte temporal que causou mortes e deixou desabrigados em Juiz de Fora e Ubá
Ruas alagadas e imóveis atingidos após forte temporal que causou mortes e deixou desabrigados em Juiz de Fora e Ubá

As fortes chuvas que atingem a Zona da Mata mineira desde a noite de segunda-feira (23) provocaram uma tragédia histórica em Juiz de Fora e Ubá. Até a manhã desta terça-feira (24), ao menos 22 mortes foram confirmadas, sendo 16 em Juiz de Fora e 6 em Ubá, além de centenas de desabrigados e pelo menos 45 pessoas desaparecidas.

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As duas cidades decretaram situação de calamidade pública. Em Juiz de Fora, as aulas foram suspensas em toda a rede municipal e escolas passaram a funcionar como abrigos temporários.

Juiz de Fora

Segundo a Prefeitura e o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais, Juiz de Fora registra 16 mortes confirmadas. O número já havia sido divulgado como 14 no início da manhã, mas foi atualizado após novas confirmações.

As vítimas foram registradas em bairros como JK, Santa Rita, Vila Ideal, Lourdes, Vila Alpina, São Benedito e Vila Olavo Costa. Até o momento, não há divulgação oficial sobre identidade, idade ou sexo das vítimas.

A Defesa Civil contabiliza cerca de 440 pessoas desabrigadas e 251 ocorrências relacionadas à chuva, entre deslizamentos, alagamentos e desabamentos.

Pelo menos 20 soterramentos foram registrados, principalmente na região Sudeste da cidade. No bairro Parque Burnier, 17 pessoas seguem desaparecidas, entre elas cinco crianças. Nove moradores foram resgatados com vida.

O volume de chuva é considerado histórico. Somente em fevereiro, o acumulado chegou a 584 milímetros, o maior já registrado no município para o mês. Entre a noite de segunda e a madrugada desta terça, foram registrados mais de 180 milímetros em poucas horas.

Rio Paraibuna

O Rio Paraibuna transbordou e invadiu áreas urbanas. Córregos também saíram da calha, provocando alagamentos em bairros como Santa Luzia, Linhares, Ipiranga e Centro.

A Ponte Vermelha foi fechada por segurança, assim como o Mergulhão e trechos da Avenida Brasil. O Acesso Norte permanece interditado após a formação de uma cratera causada pelas chuvas dos últimos dias.

Equipes dos bombeiros atuam com reforço de militares, cães farejadores e maquinário pesado nas áreas de maior risco.

Ubá

Em Ubá, o volume de chuva chegou a aproximadamente 170 milímetros em cerca de três horas e meia. A prefeitura confirmou seis mortes e ao menos uma pessoa desaparecida.

O Ribeirão Ubá transbordou e a Avenida Beira-Rio Comendador Jacinto Soares de Souza Lima ficou completamente alagada. Três pontes foram danificadas:

  • Ponte Major Siqueira
  • Ponte da Rua dos Viajantes
  • Ponte da Rua Nossa Senhora Aparecida

Três imóveis desabaram na Avenida Cristiano Roças, no Centro, além de uma casa na Rua da Harmonia.

Um homem morreu eletrocutado ao entrar em contato com um fio da rede elétrica durante a enchente.

Previsão indica mais temporais

O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) mantém alerta de perigo para chuvas intensas na Zona da Mata até sexta-feira (27). A previsão aponta pancadas de chuva e trovoadas isoladas nos próximos dias, com temperaturas variando entre 18°C e 24°C.

A recomendação das autoridades é que a população evite deslocamentos, permaneça em locais seguros e acompanhe os canais oficiais para novas orientações.

Situação segue em atualização

O número de vítimas, desaparecidos e desabrigados pode ser atualizado ao longo do dia, conforme avançam as buscas e o levantamento oficial de danos.

A tragédia já é considerada uma das mais graves da história recente da região, tanto pelo volume recorde de chuva quanto pelo impacto humano e estrutural registrado em poucas horas.