Curiosidades
Ano-Novo: quais são os primeiros e últimos países a celebrar a chegada de 2026
Última chegada do ano-novo do mundo é celebrada quando já são 8h da manhã do dia 1º de janeiro, no horário de Brasília; veja qual é o lugar
Quando o relógio marcar 8h da manhã deste dia 1º de janeiro de 2026, no horário de Brasília, ainda há lugares do planeta que só então estão abrindo oficialmente o novo ano. Entre eles está a Samoa Americana, apontada por especialistas em fusos horários como o último território habitado do mundo a iniciar o ano.
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O detalhe chama atenção porque mostra como a virada de ano não acontece ao mesmo tempo em todos os países, mas segue a lógica dos meridianos e da linha internacional de mudança de data no Oceano Pacífico.
Localizada em uma região isolada do Pacífico Sul, a Samoa Americana abriga uma população inferior a 50 mil habitantes e mantém laços políticos com os Estados Unidos. A principal área urbana é Pago Pago, onde se concentram serviços, comércio e boa parte da infraestrutura local. A economia depende fortemente de instalações militares norte-americanas e de atividades associadas ao mar, o que também influencia a forma como a região se organiza para festas de fim de ano e para o turismo em datas comemorativas.
O que faz da Samoa Americana o último lugar habitado a virar o ano?
A virada de ano na Samoa Americana é diretamente determinada pelo fuso horário em que o território está inserido. A região segue o UTC-11, o que significa que seu relógio está 11 horas atrás do Tempo Universal Coordenado. Quando comparado com o horário de Brasília, isso resulta no cenário em que o Ano‑Novo chega somente quando o Brasil já amanheceu no dia 1º de janeiro. Por esse motivo, o arquipélago é apontado como o último lugar habitado do globo a celebrar oficialmente o início de um novo ano.
Apesar de ser o último local com presença permanente de população a entrar em 2025, a Samoa Americana não é o último pedaço de terra a mudar de data. Essa função cabe às Ilhas Howland e Baker, também sob administração dos Estados Unidos, mas sem habitantes fixos. Situadas no fuso UTC-12, essas ilhas entram no novo ano ainda mais tarde, porém apenas em termos geográficos e legais, já que não há moradores para organizar festas ou tradições de Réveillon.
Quais outros lugares viram o ano por último no mundo?
Além da Samoa Americana, há outros destinos conhecidos por viverem o Réveillon mais tardio do planeta. Entre eles aparecem o Havaí, as Ilhas Cook e o estado do Alasca, todos também posicionados em fusos bastante atrasados em relação à maior parte do globo. Esses locais recebem a virada de ano quando muitos países já estão vivendo o primeiro dia de janeiro há várias horas, o que permite comparações curiosas entre horários e celebrações ao redor do mundo.
- Havaí: arquipélago norte-americano no Pacífico, onde o Ano‑Novo chega depois da meia-noite da costa oeste dos EUA continentais.
- Ilhas Cook: território associado à Nova Zelândia, com fuso semelhante ao do Havaí e paisagens frequentemente procuradas por turistas em busca de um Réveillon tropical.
- Alasca: último território continental a entrar no ano seguinte, marcando a virada quando grande parte das Américas já está em 1º de janeiro há algum tempo.
Esse grupo de “retardatários” do Ano‑Novo ilustra como o desenho dos fusos horários combina critérios políticos e geográficos. Embora estejam relativamente distantes entre si, todos compartilham a característica de estarem posicionados em meridianos mais próximos à linha internacional de data, o que empurra a virada de ano para os últimos instantes do calendário mundial.
Mas onde o Ano-Novo começou primeiro no planeta?
Do outro lado do mapa, alguns territórios são conhecidos por receber o primeiro Ano‑Novo do mundo. Em 2026, a virada mais adiantada ocorreu nas Line Islands, um conjunto de ilhas pertencente a Kiribati, na Oceania. Essas ilhas estão no fuso UTC+14, um dos mais avançados do planeta. Na prática, quando o calendário muda por lá, ainda é manhã do dia 31 de dezembro em cidades que seguem o horário de Brasília.
Entre as ilhas desse grupo, ganha destaque Kiritimati, pequena localidade que abriga poucas milhares de pessoas. O local recebe visitantes interessados em registrar que comemoraram o Ano‑Novo antes da maior parte do mundo. A vizinha Nova Zelândia também costuma ser lembrada, já que entra no ano seguinte antes da Austrália na maior parte dos casos, reforçando a fama da Oceania como região onde o calendário muda primeiro.