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Curiosidades

Salário de R$ 60 mil e meses de folga no meio do mar

Norueguesa atua há quatro anos no Mar do Norte e soma cerca de 250 dias de folga por ano em regime offshore

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Salário alto e risco: como é trabalhar em plataforma no mar
Técnica de processos ganha até R$ 60 mil por mês e passa duas semanas embarcada em um dos setores mais arriscados

Uma norueguesa de 30 anos trabalha em uma plataforma de petróleo no Mar do Norte, em regime de revezamento, com duas semanas embarcada e cerca de um mês de folga em terra.

Há quatro anos na função, ela recebe até R$ 60 mil por mês e atua em um ambiente de alto risco, com deslocamento feito de helicóptero e turnos contínuos, segundo relato publicado pelo jornal sueco Expressen.

Rotina começa antes do embarque

Formada em química industrial, Amalie Lundstad atua como técnica de processos e é responsável por acompanhar e controlar os sistemas de produção da plataforma. O trabalho exige atenção constante aos equipamentos e cumprimento de normas operacionais.

Antes de chegar à plataforma, os trabalhadores saem de Oslo, seguem para Bergen e passam por exames de saúde obrigatórios. Em seguida, são levados de helicóptero até a unidade no mar, onde permanecem por 14 dias seguidos.

Turnos longos e trabalho contínuo

Durante o período embarcada, Amalie trabalha em turnos que se alternam entre dia e noite. A rotina inclui troca de turno, inspeções nas instalações e organização das tarefas diárias, que variam conforme o funcionamento dos sistemas.

Fora do expediente, a plataforma oferece espaços de convivência, como academia e áreas de descanso. Mesmo assim, o cansaço é comum após jornadas prolongadas.

Ambiente dominado por homens

O trabalho offshore ainda é majoritariamente masculino. Amalie afirma que a adaptação ao ambiente e à convivência com colegas faz parte da rotina no setor, onde o trabalho em equipe é fundamental.

Segurança no centro da operação

Plataformas de petróleo estão entre os ambientes industriais com maior número de acidentes. Nos Estados Unidos, 409 trabalhadores morreram nesse tipo de instalação entre 2014 e 2019, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). Para reduzir riscos, as tarefas são feitas em duplas e passam por checagens constantes.

Ex-bombeira, Amalie também integra a equipe de resposta a emergências da plataforma. Todos os trabalhadores recebem treinamento em primeiros socorros, e há atendimento de saúde permanente a bordo.

Vida fora da plataforma

Nos períodos de folga, que somam cerca de 250 dias por ano, Amalie viaja, se dedica a projetos pessoais e produz um podcast. Ela também usa as redes sociais para mostrar o dia a dia no trabalho e responder dúvidas de pessoas interessadas na carreira offshore.

Ao falar sobre a profissão, faz um alerta. O trabalho exige ficar longe da família em feriados e datas importantes. Para quem aceita essas condições, diz, a carreira oferece boa remuneração e uma rotina fora do padrão.