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Velório em vida: a crescente tendência de celebrar antes de partir

Tiago Pitthan, que faleceu nesta segunda-feira (6/7), organizou seu velório em vida em maio e inspirou reflexão sobre a morte: entenda o que é essa prática e por que mais pessoas estão escolhendo celebrar em vez de lamentar

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Mãos de pessoas de diferentes tons de pele sobre um caixão escuro com arranjos florais brancos.
O apoio e a reflexão marcam os momentos de despedida, ressignificando o luto e a celebração da vida, tema central da matéria.

A história de Tiago Pitthan, que faleceu nesta segunda-feira (6 de julho de 2026), trouxe à tona uma profunda discussão sobre como lidamos com a morte. Diagnosticado com câncer de estômago em março de 2024, ele organizou em maio sua própria festa de despedida, um evento para celebrar a vida com amigos e familiares. A iniciativa ressignificou o conceito de luto e inspirou um debate sobre o movimento conhecido como “velório em vida”, especialmente após sua última mensagem nas redes sociais, na qual afirmava estar “em paz”.

Diferente da cerimônia fúnebre convencional, marcada pela dor da ausência, a proposta é permitir que a pessoa no centro das atenções participe ativamente de sua própria despedida. É uma oportunidade para ouvir e dizer palavras de afeto, compartilhar memórias e resolver pendências emocionais, transformando um momento de tristeza iminente em uma celebração consciente e cheia de significado.

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O que é um velório em vida?

Um velório em vida, também chamado de festa de despedida ou celebração de vida, é um evento planejado pela própria pessoa que enfrenta uma doença terminal ou pela sua família. O objetivo principal é mudar o foco do luto para a gratidão, reunindo as pessoas mais importantes para compartilhar momentos de alegria, música, comida e lembranças felizes.

A cerimônia é totalmente personalizável. Alguns optam por um encontro íntimo em casa, enquanto outros preferem uma festa maior, com discursos, vídeos e apresentações. O mais importante é que o evento reflita a personalidade e os desejos de quem está se despedindo, proporcionando um encerramento mais sereno e positivo para todos os envolvidos.

Por que a prática está ganhando força?

A escolha por uma celebração de vida antes da morte está ligada a um desejo crescente por mais controle e autonomia sobre o próprio fim. Ao organizar o evento, a pessoa garante que suas últimas vontades e a forma como será lembrada estejam de acordo com seus valores. É uma forma de dizer adeus em seus próprios termos.

Além disso, a prática oferece um espaço seguro para conversas difíceis, permitindo que amigos e familiares expressem seu amor e gratidão diretamente. Essa troca de afeto proporciona um conforto emocional valioso, ajudando a aliviar o peso do arrependimento e das palavras não ditas. A tendência reflete uma mudança cultural na percepção da morte, tratando-a não como um tabu, mas como uma etapa natural da vida que também pode ser vivida com propósito e celebração.