Economia
Caí em um golpe, e agora? Veja o passo a passo do que fazer após a fraude
Registrar um boletim de ocorrência é o primeiro passo; saiba como agir rapidamente para tentar reaver o dinheiro e evitar mais prejuízos com seus dados
Perceber que caiu em um golpe financeiro pode ser desesperador, mas agir com rapidez é fundamental para minimizar os prejuízos e proteger seus dados, especialmente com as ferramentas de segurança atualizadas em 2026. Além disso, as primeiras horas após a fraude são cruciais. Por isso, seguir um roteiro claro aumenta as chances de reaver o dinheiro e evitar que os criminosos causem mais danos.
Em primeiro lugar, entre em contato imediatamente com seu banco ou com a instituição financeira por onde a transação foi realizada. De preferência, faça isso nas primeiras horas após identificar a fraude.
Informe o ocorrido e solicite o bloqueio da transferência, do cartão ou da conta do destinatário. Dessa forma, a instituição poderá acionar seus mecanismos de segurança o mais rápido possível.
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Reúna provas da fraude
Enquanto isso, reúna todas as provas que puder. Salve capturas de tela de conversas, e-mails, comprovantes de pagamento, links de sites falsos e o número de telefone ou perfil utilizado pelo golpista.
Além disso, organize esses materiais em um único local para facilitar o envio às autoridades e ao banco. Posteriormente, esses registros serão essenciais para comprovar a fraude.
O que fazer para formalizar a denúncia
Depois de reunir as provas, o próximo passo é registrar um boletim de ocorrência (B.O.). Esse documento formaliza o crime e é indispensável para a investigação policial. Além do mais, a maioria dos bancos exige o B.O. para dar continuidade ao processo interno de contestação da fraude.
O registro pode ser feito pela internet, na delegacia virtual da Polícia Civil do seu estado, ou presencialmente em qualquer delegacia. Nesse caso, procure descrever detalhadamente como o golpe aconteceu. Por exemplo, informe datas, valores, contatos utilizados pelos criminosos e qualquer outro dado relevante que tenha conseguido reunir.
Como tentar recuperar o dinheiro
Para transações realizadas via Pix, a principal ferramenta é o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0), uma versão atualizada implementada em maio de 2026. Desde então, todas as instituições financeiras passaram a oferecer esse recurso de forma obrigatória. Além disso, o pedido pode ser feito diretamente pelo aplicativo ou internet banking, sem necessidade de contato telefônico.
Assim que notificar seu banco sobre a fraude, solicite imediatamente a abertura de um MED 2.0. Quanto mais rápido o pedido for realizado, maiores tendem a ser as chances de localizar os valores transferidos.
Como funciona o MED 2.0
Com o MED 2.0, o banco do golpista pode realizar um bloqueio cautelar do valor por até 11 dias para uma análise mais detalhada. Além disso, a nova versão permite rastrear o dinheiro em até cinco níveis de transferência. Consequentemente, aumentam as chances de recuperação dos recursos, mesmo quando os criminosos movimentam os valores para outras contas.
Você tem até 80 dias após a transação para registrar a reclamação. Em seguida, as instituições financeiras analisam o caso, processo que pode durar até 15 dias. Se a fraude for confirmada, e houver saldo disponível nas contas rastreadas, o dinheiro poderá ser devolvido total ou parcialmente.
Como proteger seus dados após o golpe
Por fim, altere imediatamente as senhas de aplicativos bancários, e-mails e redes sociais, especialmente se você clicou em algum link suspeito ou forneceu dados pessoais. Além disso, monitore seu CPF em serviços de proteção ao crédito. Da mesma forma, acompanhe atentamente suas contas bancárias nos dias seguintes para identificar qualquer movimentação incomum.
Em resumo, agir rapidamente, reunir provas e acionar os mecanismos de proteção disponíveis são medidas fundamentais para reduzir os prejuízos. Portanto, quanto antes a vítima tomar providências, maiores serão as chances de recuperar valores e impedir novas fraudes.