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Economia

Imposto de Renda 2026: veja quais investimentos são isentos e quem precisa declarar

Veja quais investimentos são isentos no Imposto de Renda 2026, quem precisa declarar e por que a nova isenção para renda de até R$ 5 mil ainda não vale neste ano

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Aplicativo da Receita Federal permite incluir dependentes na declaração do Imposto de Renda 2026 e simular impactos no valor final a pagar ou restituir
Aplicativo da Receita Federal permite incluir dependentes na declaração do Imposto de Renda 2026 e simular impactos no valor final a pagar ou restituir

A declaração do Imposto de Renda 2026 começa a ganhar atenção dos contribuintes brasileiros. Mesmo com mudanças recentes na tributação de dividendos e na tabela do imposto, diversos investimentos continuam isentos de cobrança. Ainda assim, alguns deles precisam ser informados à Receita Federal na declaração anual.

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Além disso, o governo aprovou a ampliação da faixa de isenção para quem ganha até R$ 5 mil por mês, mas a nova regra não vale para a declaração entregue em 2026. Isso ocorre porque o ajuste se aplica apenas aos rendimentos recebidos a partir de 2026, refletindo, na prática, somente na declaração que será entregue em 2027.

Investimentos que continuam isentos de Imposto de Renda

Mesmo com alterações no sistema tributário, vários investimentos permanecem livres da cobrança de Imposto de Renda para pessoas físicas. Entre os principais estão:

  • Poupança
  • Letras de Crédito Imobiliário (LCI)
  • Letras de Crédito do Agronegócio (LCA)
  • Fundos de Investimento Imobiliário (FIIs)
  • Fundos de investimento nas cadeias produtivas do agronegócio (Fiagro)
  • Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA)
  • Certificados de Recebíveis Imobiliários (CRI)
  • Debêntures incentivadas

Esses investimentos seguem isentos porque o governo utiliza esses instrumentos para estimular setores estratégicos da economia, como o mercado imobiliário e o agronegócio.

No entanto, especialistas alertam que, embora não haja cobrança de imposto, alguns desses ativos devem aparecer na declaração, principalmente quando o contribuinte recebe rendimentos ou possui valores aplicados nesses produtos.

Nova tributação de dividendos para alta renda

Outra mudança recente envolve a tributação de dividendos. Agora, pagamentos superiores a R$ 50 mil por mês feitos por uma única empresa a uma pessoa física passam a ter retenção de 10% de imposto na fonte.

Mesmo assim, a Receita Federal permite que o contribuinte compense esse valor na declaração anual, caso tenha direito a ajustes.

Quem precisa declarar o Imposto de Renda em 2026

Embora a Receita Federal ainda vá divulgar oficialmente todas as regras da declaração referente ao ano-base 2025, os critérios devem seguir parâmetros semelhantes aos utilizados no ano anterior.

Devem declarar o Imposto de Renda em 2026 os contribuintes que:

  • Receberam rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 no ano
  • Obtiveram rendimentos isentos ou tributados na fonte superiores a R$ 200 mil
  • Tiveram receita bruta de atividade rural acima de R$ 169.440
  • Obtiveram ganho de capital na venda de bens ou direitos
  • Realizaram operações na bolsa de valores acima de R$ 40 mil
  • Fizeram operações de day trade com lucro
  • Possuíam bens ou direitos acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro
  • Passaram a residir no Brasil durante o ano
  • Declararam bens ou rendimentos no exterior

Além disso, quem vendeu ações com lucro e movimentação mensal superior a R$ 20 mil também precisa prestar contas ao Fisco.

Receita Federal anuncia regras do IR 2026 na segunda-feira (16)

Para esclarecer os detalhes da declaração, a Receita Federal realizará uma coletiva de imprensa na próxima segunda-feira (16), às 10h, no auditório do Ministério da Fazenda, em Brasília.

Durante o evento, técnicos do órgão devem apresentar:

  • o calendário oficial de entrega da declaração;
  • as regras atualizadas do programa do Imposto de Renda;
  • possíveis mudanças nos critérios de obrigatoriedade.

A expectativa é que o prazo para envio da declaração comece ainda em março e siga até o fim de maio, seguindo o calendário dos últimos anos.