Esportes

Endrick conta da pobreza durante a base e ajuda de goleiro do Palmeiras

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Fabio Menotti/Palmeiras

A mais nova estrela do futebol brasileiro, o jovem Endrick, de apenas 17 anos, é a nova sensação do futebol nacional e internacional depois que fez o gol da vitória da Seleção Brasileira contra a Inglaterra.

O jogador, hoje o mais valioso do Brasil, publicou uma carta endereçada ao irmão mais novo no site The Players Tribune contando sua história até chegar aqui e dizendo que ele poderá escolher o que quiser fazer da vida, já que o futebol garantiu o futuro de toda a família.

“Naquela época, a gente não morava em um apartamento chique como agora. Não tinha geladeira cheia dos iogurtes que você tanto ama”, conta o rapaz, mostrando o quanto penou para conseguir a oportunidade de jogar em um time profissional.

Mesmo com uma infância pobre, ele não mudaria nada, se pudesse voltar atrás. Em São Paulo, após conseguir uma oportunidade no Palmeiras, morou com a mãe em um alojamento do time, com outros jovens.

Lá viu a mãe deixar de cozinhar pra ele por ficar com o coração partido por nem sempre poderem dividir a comida com os outros meninos:

“Nos dias bons, quando o dinheiro rendia, a Mãe cozinhava linguiça para os outros meninos. Mas na maioria dos dias, só dava pra gente mesmo comer, e ela se sentia muito culpada fazendo comida em casa, porque os meninos sentiam o cheiro da carne cozinhando, e eles perguntavam se tinha alguma pra eles também….. O que ela poderia dizer? Não sobrava nada.  Na verdade, foi tão doloroso que ela até parou de cozinhar”

Quando o pai conseguiu mudar de Brasília para São Paulo para dar suporte ao filho, conseguiu um emprego de faxineiro no Palmeiras, catando lixo e depois limpando os vestiários. Ele dizia aos jogadores que um dia o filho jogaria com eles em campo.

Endrick se mostra grato ao goleiro Jailson, que fez uma vaquinha para pagar implante dentário ao pai. O goleiro percebeu que ele estava emagrecendo e que descobriu que o pai do jovem não tinha os dentes e por isso, tinha vergonha de comer perto dos outros funcionários. Só tomava sopa:

O Pai costumava falar: “Meu sonho é morder uma maçã”. Hoje, graças a Deus, ele pode morder a comida que quiser. 

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