Esportes
Escolas poderão ajustar férias para a Copa Feminina de 2027
Câmara aprovou projeto que permite às escolas adaptar o calendário durante a Copa do Mundo Feminina; texto segue agora para o Senado
A Câmara dos Deputados aprovou um projeto que permite às escolas adaptar o calendário das férias de julho de 2027 para o período da Copa do Mundo Feminina, que será realizada no Brasil a partir de junho.
A proposta, aprovada em votação simbólica, segue agora para análise do Senado. Se virar lei, cada instituição poderá decidir se mantém as férias durante o torneio ou reorganiza o calendário, desde que cumpra as regras da educação básica.
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O que muda
O texto altera uma regra aprovada em junho na Lei Geral da Copa do Mundo Feminina da Fifa 2027. A legislação havia previsto que as férias escolares de 2027 ocorreriam obrigatoriamente durante a competição.
Com a nova proposta, as escolas passam a ter liberdade para definir o período das férias. Elas também poderão fazer mudanças no calendário para atender às necessidades de cada instituição e de seus alunos.
A proposta é o PL 3.481/2026, apresentado pela deputada Any Ortiz (PP-RS). O texto aprovado pelos deputados substitui a versão original apresentada pelo deputado Alex Manente (Cidadania-SP).

Regra de aulas continua
A mudança não altera a quantidade mínima de aulas exigida pela legislação brasileira.
Mesmo com a possibilidade de reorganizar as férias, as escolas terão de seguir a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB). A norma estabelece pelo menos 800 horas de aula por ano, distribuídas em um mínimo de 200 dias letivos.
Na prática, a instituição poderá escolher como distribuir o calendário, mas não poderá reduzir a carga horária ou o número mínimo de dias de aula.
Copa no Brasil
A Copa do Mundo Feminina de 2027 será disputada entre junho e julho no Brasil. O torneio terá partidas em oito cidades: Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo.
A possibilidade de alterar o calendário escolar está relacionada à realização dos jogos no país. A medida busca permitir que cada escola avalie como organizar as atividades durante o período da competição.
Depois da aprovação na Câmara, o projeto será encaminhado ao Senado. Os senadores ainda precisam analisar a proposta antes que ela possa seguir para a etapa de sanção presidencial.