Esportes

Hora do espetáculo no feminino

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foto: Thais Magalhães/CBF

Estamos às vésperas de mais uma Copa do Mundo Feminina de Futebol. Um grande espetáculo, mas ainda longe do que proporcionam os homens no que se refere à audiência, dinheiro movimentado e aos prêmios pagos às atletas e integrantes das comissões técnicas. Acredito que isso será possível daqui a alguns anos se a Fifa, as federações nacionais e a mídia em geral continuarem apoiando a modalidade.

Já houve uma evolução muito grande desde o primeiro Mundial das mulheres, disputado em 1991, na China. Veja que ele só ocorreu 61 anos depois do início da disputa do masculino, em 1930, no Uruguai. Para completar, o futebol feminino foi proibido no Brasil entre 1941 e 1979 sob a alegação de que seria um dos esportes incompatíveis com as condições da natureza das mulheres, como a maternidade. A regulamentação da modalidade ocorreu apenas em 1983.

Some-se a isso o preconceito e o machismo e veremos que chega a ser incrível que tenhamos conseguido produzir atletas de tanta qualidade, como Marta, Cristiane, Formiga, Roseli, dentre outras. Para o cenário atual no nosso país, contribui de forma determinante a exigência da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), a partir de 2019, de que os clubes formassem times profissionais femininos para participar também das competições masculinas.

Não sou especialista em futebol feminino e não tenho o hábito de ver as partidas, ao contrário dos torneios masculinos, no qual vejo Séries C e D do Campeonato Brasileiro e também o Módulo II do Campeonato Mineiro. Mas quando o faço, tenho achado bem mais interessante que há alguns anos. Para isso, foi fundamental que eu procurasse evitar qualquer comparação com o futebol praticado pelos homens.

Não dá para esperar delas a mesma força física. Tampouco que estejam no mesmo nível técnico de quem conta com o bom e o melhor desde a tenra idade para se tornar atleta profissional em grandes clubes. A partir do momento em que respeito as características da modalidade, os jogos ficam bem atrativos.

É por isso que pretendo acompanhar o maior número possível de jogos da Copa do Mundo que começará na quinta-feira. Na Austrália e Nova Zelândia estarão reunidas as melhores jogadoras do mundo, em gramados em perfeito estado de conservação e estádios com bons públicos.

Que o Mundial proporcione bons espetáculos. E que a modalidade continue a se desenvolver, com inovações táticas, belas jogadas individuais e gols bonitos. Quem gosta de futebol agradece.

EMOÇÃO ATÉ O FIM

Por falar em fã de futebol, o último final de semana ficou marcado por um jogo da Copa do Brasil, o que é raro, e por dois clássicos estaduais no Campeonato Brasileiro. No caso do torneio mata-mata, Corinthians e América deram verdadeiro espetáculo no Itaquerão. Os cinco gols no segundo tempo garantiram emoção até o fim, com direito a golaços, como o marcado pelo americano Benítez. Na disputa de pênaltis, o Timão levou a melhor, o que não foi tão lamentado pela torcida do Coelho. Afinal, o objetivo é buscar a recuperação no Brasileiro, evitando o rebaixamento à Série B.

A decepção ficou por conta de Fluminense 0 x 0 Flamengo, um jogo muito disputado, mas de pouca inspiração dos dois times. O mesmo vale para o empate sem gols entre Internacional e Palmeiras. Já a goleada do São Paulo sobre o Santos, por 4 a 1, foi verdadeiro passeio.

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