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Brasileiro é julgado por morte de mineira na Irlanda
Tribunal em Cork analisa o caso de Bruna Fonseca, morta no Réveillon de 2023; depoimentos detalham os últimos momentos da vítima
O brasileiro Miller Pacheco, de 32 anos, começou a ser julgado nesta semana no Tribunal Penal Central de Cork, na Irlanda, acusado de matar a bibliotecária mineira Bruna Fonseca, de 28 anos, na virada do ano de 2023.
O processo teve início na quarta-feira (14) e busca esclarecer como o crime aconteceu, por que ocorreu e qual foi a participação do réu.
Julgamento acontece na Irlanda
Bruna era natural de Formiga, no Centro-Oeste de Minas Gerais, e morava em Cork quando foi encontrada morta, no dia 1º de janeiro de 2023, dentro do apartamento onde vivia.
Uma sobrinha de Bruna contou ao tribunal que esteve com ela em uma festa de Réveillon, horas antes da morte. Segundo o depoimento, o ex-namorado tentou se aproximar durante a comemoração, o que levou as duas a se afastarem várias vezes.

Confissão foi citada por testemunhas
Uma prima da vítima disse que Miller negou o crime no início, mas depois teria admitido o que aconteceu. De acordo com o relato, ele contou como Bruna morreu e enviou vídeos do corpo para uma pessoa que estava no Brasil. Essas informações foram apresentadas durante o julgamento.
A defesa do réu afirmou que houve erro na interpretação de uma das falas atribuídas a Miller. O advogado disse que a palavra usada por ele não foi corretamente traduzida e negou que o acusado tenha demonstrado frieza, alegando que ele estava em estado de choque.
Relação terminou pouco antes do crime
Segundo familiares, o relacionamento começou no Brasil. Bruna se mudou para a Irlanda para realizar um projeto pessoal, e Miller foi depois. O casal teria terminado pouco tempo após a chegada dele ao país, cerca de uma semana antes do crime.