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ChatGPT ajudou atirador a planejar massacre em faculdade, diz advogado

Advogados alegam que ferramenta de IA pode ter sido usada pelo atirador antes do ataque e preparam ação judicial para responsabilizar empresa desenvolvedora

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Phoenix Ikner é acusado de matar duas pessoas e ferir outras seis em um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida, em abril | Foto: Associated Press
Phoenix Ikner é acusado de matar duas pessoas e ferir outras seis em um tiroteio em massa na Universidade Estadual da Flórida, em abril | Foto: Associated Press

Um advogado que representa uma das vítimas do ataque a tiros ocorrido na Universidade Estadual da Flórida (FSU) afirmou que o autor do crime pode ter utilizado o ChatGPT para planejar a ação. O caso aconteceu em abril de 2025, quando um atirador matou duas pessoas e deixou outras seis feridas no campus, em Tallahassee.


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Segundo o escritório de advocacia responsável pela família de Robert Morales — uma das vítimas fatais — há indícios de que o suspeito manteve contato frequente com a ferramenta de inteligência artificial antes do ataque. Os advogados afirmam ainda que o sistema pode ter fornecido orientações relacionadas à execução do crime.

A defesa informou que pretende entrar com uma ação judicial contra a empresa responsável pelo desenvolvimento do ChatGPT, buscando responsabilização pela morte considerada “prematura e sem sentido” de Morales.

De acordo com documentos judiciais, o processo inclui mais de 270 registros de conversas atribuídas ao suspeito, embora o conteúdo dessas mensagens não tenha sido divulgado até o momento.

Em nota, a empresa responsável pela plataforma informou que identificou uma conta possivelmente ligada ao autor do ataque logo após o ocorrido e que compartilhou as informações com as autoridades, colaborando com as investigações. A companhia também destacou que a tecnologia é desenvolvida para responder de forma segura e que melhorias contínuas estão em andamento.

O suspeito, identificado como estudante da instituição à época, utilizou uma pistola que pertencia à sua madrasta, agente do escritório do xerife do condado de Leon. Ele também portava uma espingarda, que não teria sido usada durante o ataque.

Além disso, advogados da família da vítima apontam possível responsabilidade das autoridades locais, alegando que o suspeito participou de um programa juvenil ligado ao escritório do xerife, onde teria tido contato com treinamento sobre armas de fogo, apesar de apresentar sinais de instabilidade.

O ataque ocorreu nas proximidades do centro estudantil da universidade. As vítimas fatais foram Robert Morales, de 57 anos, e outro trabalhador terceirizado, de 45 anos. Os seis feridos foram socorridos, e o suspeito foi baleado pela polícia antes de ser preso.

Até o momento, a motivação do crime permanece desconhecida, e investigadores afirmam que não há evidências de ligação entre o autor e as vítimas. Ele responde por acusações como homicídio em primeiro grau e tentativa de homicídio.