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Homem é acusado de matar a mãe e jogar restos mortais em vaso sanitário
Suspeito teria desmembrado o corpo da mãe, colocado em uma mala e tentado se livrar dos restos mortais no vaso sanitário
Um crime brutal chocou a comunidade de Natchez, no Mississippi (EUA), resultando na prisão de Zachary Lavel Jackson Jr., de 29 anos. Ele é acusado de matar sua mãe, Lana Brown Bradley, uma professora aposentada de 62 anos, em um ato descrito pelas autoridades locais como um dos mais hediondos já registrados na região. Ele, que é o filho mais novo, foi localizado pelos policiais enquanto tentava se desfazer de partes do corpo da vítima no vaso sanitário da casa.
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A investigação conduzida pelo Departamento do Xerife do Condado de Adams aponta que familiares de Lana haviam relatado o desaparecimento da vítima após não conseguirem contato telefônico. Ao chegar à residência, os agentes notaram sinais de limpeza recente, forte cheiro de produtos químicos e o piso escorregadio, conforme o NY Post.
O comportamento do filho mais novo, que dividia a casa com a mãe e outros irmãos, também foi considerado atípico pelos parentes, já que, segundo relatos, não era comum que ele fizesse faxina naquele nível de detalhe.
O que se sabe
De acordo com as autoridades, o filho mais velho de Lana Brown Bradley foi quem primeiro estranhou a situação ao não conseguir contato e decidir acionar a polícia. Duas testemunhas importantes no contexto são os outros filhos que viviam no mesmo endereço, o que reforça o cenário de um crime ocorrido dentro de um ambiente familiar já marcado por tensões. Ao entrar no banheiro, os agentes teriam encontrado Jackson Jr. próximo ao vaso sanitário, onde foi identificada uma substância escura que, posteriormente, foi descrita pelas autoridades como fragmentos de tecido humano.
O xerife do Condado de Adams classificou o episódio como um dos crimes mais violentos enfrentados pela sua equipe. Segundo o relato oficial, o suspeito teria desmembrado o corpo da mãe, colocado parte dos restos mortais em uma mala e tentado descartar outros fragmentos no sistema de esgoto residencial. O cenário exigiu um trabalho minucioso de perícia para localizar e preservar evidências, além de reconstruir a dinâmica do crime.
Acusações
Jackson Jr. responde a acusações de homicídio em primeiro grau, homicídio em segundo grau, mutilação de cadáver e ocultação ou destruição de provas. Esses tipos penais refletem, ao mesmo tempo, a morte violenta da vítima e as ações posteriores do suspeito para tentar encobrir o que havia ocorrido dentro da casa.
Em termos jurídicos, as autoridades tratam o caso como um conjunto de crimes: além da morte em si, o desmembramento do corpo e a tentativa de descarte de partes da vítima caracterizam o chamado “mayhem” em algumas legislações norte-americanas, termo usado para descrever ferimentos graves, mutilações ou profanação de cadáver.
Já a acusação de adulteração de provas está ligada ao suposto esforço do investigado em limpar a casa, usar produtos químicos e tentar se desfazer de evidências físicas, como tecidos e objetos contaminados.
Motivação
Relatos reunidos pela investigação indicam que Lana Brown Bradley planejava retirar o filho mais novo de casa. De acordo com o xerife, a vítima teria ido ao tribunal um dia antes dos fatos para iniciar o processo formal de despejo. Familiares afirmaram ainda que Jackson Jr. apresentava sinais de instabilidade mental, embora as autoridades tenham destacado que o crime teria sido executado de forma calculada, com ações pensadas para dificultar a descoberta do corpo.
Esse tipo de cenário, em que um filho mata a mãe após conflitos domésticos, costuma ser associado a uma combinação de fatores: histórico de desentendimentos, dependência financeira, possíveis transtornos psicológicos e ameaças anteriores. No caso específico de Natchez, a investigação menciona que o suspeito teria ameaçado a mãe no dia anterior, após ser informado de que poderia ser retirado da residência.
O caso segue em investigação.