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Pastor é acusado de perseguir e postar foto de ex-esposa nua antes da morte dela
Pastor de 46 anos foi formalmente acusado de crimes envolvendo a ex-esposa; outras mulheres já o denunciaram por abuso
Um pastor de 46 anos da Carolina do Sul, nos EUA, foi formalmente indiciado por crimes federais de perseguição cibernética e prestação de declarações falsas após a morte de sua esposa, Mica Miller. O líder religioso teria divulgado fotos íntimas da mulher, interferido em suas finanças, além de já ter sido alvo de acusações de abuso por parte de Mica.
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De acordo com a Procuradoria dos EUA para o Distrito da Carolina do Sul, John-Paul Miller, anteriormente ligado à igreja Solid Rock, submeteu sua esposa a um tormento sistemático que durou cinco meses.
O indiciamento detalha uma campanha de assédio agressiva, na qual Miller teria enviado até 50 mensagens indesejadas em um único dia, instalado rastreadores no veículo de Mica e chegado a esvaziar os pneus do carro dela em uma ocasião. Além da vigilância física e digital, o pastor é acusado de divulgar uma foto íntima de Mica na internet sem o consentimento dela e de interferir deliberadamente em suas finanças e vida cotidiana.
As investigações federais também apontam que Miller mentiu às autoridades ao ser questionado sobre a manipulação do veículo da esposa. Apesar de negar, evidências indicam que ele não apenas comprou um dispositivo para esvaziar pneus, mas também se gabou dessas ações para outras pessoas.
A vítima, Mica Miller, de 30 anos, foi encontrada morta com um ferimento autoinfligido em um parque na Carolina do Norte, apenas 48 horas após ter entregue os papéis do divórcio ao marido. Antes do falecimento, Mica já havia relatado abusos graves, incluindo alegações de que Miller a teria hospitalizado contra sua vontade e iniciado um processo de “grooming” (preparação para abuso) quando ela tinha apenas 10 anos de idade.
Mesmo diante de acusações de agressão sexual feitas por outras mulheres e do histórico conturbado com a falecida esposa, Miller casou-se novamente com uma viúva cujo marido também morreu por suicídio em circunstâncias que os documentos descrevem como suspeitas e ligadas ao pastor. Atualmente, John-Paul Miller enfrenta uma possível condenação de até cinco anos de prisão federal e multas de 250 mil dólares, com sua audiência de acusação marcada para o dia 12 de janeiro.