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Venda de sangue vira renda e atrai trabalhadores nos EUA
Pagamento por doação chega a US$ 70 por sessão e transforma centros de coleta em alternativa para quem busca dinheiro rápido
Nos Estados Unidos, doar plasma deixou de ser só um ato médico e virou uma forma de ganhar dinheiro. A prática, que é permitida no país, acontece em centros de coleta e pode render até cerca de US$ 600 por mês, dependendo da frequência. Com isso, muita gente passou a incluir as doações na rotina para reforçar o orçamento.
Em Houston e outras cidades, trabalhadores têm tratado a atividade como uma renda extra fixa. O pagamento por sessão costuma variar entre US$ 60 e US$ 70, com bônus para quem mantém regularidade — o que ajuda a aumentar o valor no fim do mês.
Como funciona na prática
- Até duas doações por semana são permitidas
- Cada sessão tem pagamento definido
- Programas de incentivo aumentam o ganho total
Na prática, é um dinheiro que entra rápido e sem vínculo formal. Por isso, tem sido usado para cobrir gastos do dia a dia, como mercado, transporte ou contas básicas.
Os centros de coleta não ficam só em áreas de baixa renda. Eles também estão presentes em bairros de classe média, com foco em atrair pessoas que possam doar com frequência.
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Por que isso cresce
Especialistas apontam um motivo direto: o custo de vida. Quando o salário não dá conta, alternativas como essa passam a fazer parte da rotina de trabalho.
O plasma coletado segue para a indústria farmacêutica, onde é usado na produção de medicamentos para tratamentos de longo prazo. A demanda é alta — e os Estados Unidos lideram esse mercado.
Hoje, o país responde por cerca de 70% da oferta global. Um dos motivos é a autorização para pagar os doadores, algo que não acontece na maioria dos outros países.