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Aluna de direito usa R$ 77 mil da formatura e gasta no Jogo do Tigrinho

Alunos do curso de Direito da Unidade Central de Educação Faem (UCEFF) de Chapecó, em Santa Catarina, denunciaram a presidente da comissão por suspeita de gastar R$ 77 mil em jogos de apostas.

A polícia abriu um inquérito e investiga o caso com duas possíveis acusações: apropriação indébita ou estelionato.

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Nicoli Bertoncelli Bison, uma das vítimas, afirmou em entrevista ao G1 que não havia motivos para desconfiar da suspeita. “Não tínhamos como suspeitar dela, porque até o último segundo ela mostrou que estava tudo bem”, disse Nicoli.

O que aconteceu?

Durante três anos, os alunos de Direito contribuíram para o pagamento da festa de formatura. A suspeita, que se voluntariou para administrar o dinheiro, manteve o valor concentrado em sua conta.

A estudante repassou R$ 2 mil à empresa Nova Era Formaturas. No entanto, quando deveria transferir o restante do valor, cerca de R$ 76.992,00, desapareceu. Após várias tentativas de contato, a empresa fez um ultimato aos estudantes e revelou que a presidente da comissão alegava não ter dinheiro para repassar.

Em um grupo de WhatsApp, a suspeita confessou que se viciou em jogos de azar e perdeu todo o dinheiro. “Me viciei em apostas, tigtinho e afins, e quando perdi tudo o que tinha guardado, comecei a usar o dinheiro da formatura para tentar recuperar. Aí, cada vez mais, fui me afundando em dívidas”, disse ela aos colegas de curso.

A Polícia Civil encaminhou uma representação à Justiça para rastrear e, se possível, recuperar o valor supostamente desviado.

Em nota, a empresa de formaturas afirmou estar mobilizando todos os esforços necessários para viabilizar a realização da festa e minimizar os impactos do ocorrido.

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Os alunos agora planejam uma nova festa de formatura para maio de 2025.

MARIA LUÍZA AMORIM MENDES

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