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Azeites proibidos: Anvisa vetou 25 marcas neste ano; veja quais

Anvisa e Ministério da Agricultura vetaram 25 marcas de azeite em 2025 por irregularidades; confira a lista completa

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Mais de 20 marcas de azeite foram vetadas em 2025 | Freepik

Em 2025, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura vetaram a comercialização total ou parcial de 25 marcas de azeite. A última proibição ocorreu em novembro.

A principal preocupação está na presença de óleos de espécies diferentes da oliva em produtos vendidos como “azeite de oliva”. Essa prática é classificada como fraude econômica e sanitária, pois engana o consumidor e altera a composição nutricional. Além disso, surgem problemas como rótulos incorretos, empresas sem registro adequado e embalagens que não atendem às normas de higiene e segurança.

Confira a lista completa:

  1. Alcobaça;
  2. Almazara;
  3. Alonso;
  4. Azapa;
  5. Campo Ourique;
  6. Casa do Azeite;
  7. Castelo de Viana;
  8. Doma;
  9. Escarpas das Oliveiras;
  10. Godio;
  11. Grego Santorini;
  12. La Ventosa;
  13. La Vitta;
  14. Los Nobles;
  15. Málaga;
  16. Ouro Negro;
  17. Quintas D’Oliveira;
  18. Royal;
  19. San Martín;
  20. Santa Lucia;
  21. Serrano;
  22. Terra de Olivos;
  23. Terrasa;
  24. Vale dos Vinhedos;
  25. Villa Glória

Irregularidades

Em 2025, o Ministério da Agricultura e a Anvisa intensificaram operações de fiscalização em todo o país, visitando mercados, atacadistas e distribuidoras. Em várias ações, foram encontrados produtos rotulados como azeite, mas que continham misturas com outros óleos vegetais, como soja e girassol, sem qualquer indicação clara ao consumidor.

Essas irregularidades não se limitam à composição. Também foram identificados problemas como: empresas sem CNPJ ativo no Brasil, falta de licenciamento sanitário, importações feitas por empresas não habilitadas e rotulagem irregular. Em alguns casos, o órgão federal determinou o banimento completo de determinadas marcas; em outros, apenas lotes específicos foram vetados, dependendo do laudo laboratorial e da gravidade das inconformidades.

A classificação de um azeite falso ou adulterado não se baseia apenas no sabor ou na cor, mas em análises técnicas. Laboratórios oficiais verificam a presença de ácidos graxos característicos de outros óleos, a acidez, parâmetros de pureza e se o produto corresponde ao que está declarado no rótulo. Quando a fraude é confirmada, o produto é declarado impróprio para consumo e tem a venda proibida em todo o território nacional.

Como se proteger?

Na prática, os órgãos de fiscalização orientam que qualquer pessoa que tenha adquirido um azeite incluído em listas oficiais de produtos proibidos interrompa o consumo imediatamente. Com a nota fiscal em mãos, o consumidor tem direito a:

  • Substituição do item por outro adequado;
  • Ressarcimento do valor pago, conforme o Código de Defesa do Consumidor;
  • Registro de queixa formal contra o estabelecimento que manteve o produto à venda após a proibição.

Outra recomendação recorrente é desconfiar de preços muito abaixo da média do mercado. Azeites vendidos a valores muito reduzidos em relação a concorrentes da mesma categoria costumam acender um sinal de alerta. Além disso, as autoridades sugerem evitar a compra de azeite vendido a granel, sem rotulagem completa, rastro de origem ou dados de registro no órgão competente.

Como verificar se um azeite está proibido ou é suspeito?

Para quem deseja saber se um produto pode ser um azeite de oliva falso, a principal fonte oficial são os comunicados e listas divulgados por Anvisa e Ministério da Agricultura. Essas informações são atualizadas conforme novas análises são concluídas e novos lotes são aprovados ou reprovados.

  1. Acessar o site da Anvisa ou do Ministério da Agricultura.
  2. Localizar a área dedicada a produtos irregulares ou recolhimentos.
  3. Pesquisar o nome da marca e, quando houver, o número do lote no campo indicado (geralmente chamado de “Produto”).
  4. Verificar se há algum alerta de proibição, suspensão ou recolhimento relacionado àquele azeite.

Caso o nome da marca ou do lote apareça como proibido, a recomendação é interromper o consumo, guardar a embalagem e procurar o estabelecimento onde o produto foi adquirido. Paralelamente, é possível registrar denúncia em canais oficiais, como o sistema Fala.BR, que centraliza manifestações relacionadas a órgãos da administração pública federal.

Na hora da compra, além da consulta prévia, alguns cuidados básicos podem ajudar a reduzir o risco de levar para casa um azeite de oliva irregular:

  • dar preferência a estabelecimentos formais e redes conhecidas;
  • verificar se o rótulo traz CNPJ, endereço, país de origem e dados de contato;
  • checar data de validade, lote e tipo de azeite (virgem, extra virgem etc.);
  • observar se a embalagem está íntegra, sem vazamentos ou lacres rompidos.