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Cachorro para na emergência após comer metanfetamina durante passeio
Cadela apresentou sintomas como febre e salivação intensa e foi levada ao pronto-socorro
A cadela de três anos de um casal no sul da Califórnia, nos Estados Unidos, precisou de atendimento emergencial após ingerir metanfetamina durante um passeio em um parque de North Hollywood nesta semana.
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O animal passou de um comportamento normal para um estado de agitação e descontrole físico em um curto intervalo, o que levou os donos, Nikolas e Jenifer Dorhoutmees, a procurar atendimento veterinário de urgência, segundo o NY Post. A confirmação da presença de metanfetamina no organismo do animal reforçou o alerta sobre a exposição de pets a resíduos de drogas em locais públicos muito frequentados por famílias.
Intoxicação
A intoxicação por metanfetamina em cães ocorre quando o animal entra em contato com a droga, seja por ingestão direta, inalação de resíduos ou, em alguns casos, por lamber superfícies contaminadas. A metanfetamina é uma substância estimulante do sistema nervoso central, desenvolvida para consumo humano ilícito, mas que em cães provoca efeitos ainda mais intensos devido ao peso corporal menor e ao metabolismo diferente.
Veterinários explicam que pequenas quantidades já são suficientes para causar um quadro de emergência. Em poucos minutos, o cão pode apresentar aumento da frequência cardíaca, elevação da temperatura corporal e alterações neurológicas. Sem intervenção rápida, a situação pode evoluir para hipertermia grave, convulsões, comprometimento de órgãos vitais e risco real de morte.
Os sinais de que um cachorro pode ter sido exposto a metanfetamina costumam aparecer de forma súbita. No caso registrado em North Hollywood, o animal apresentou salivação intensa, diarreia, mucosas pálidas e temperatura corporal em torno de 41ºC, índice que, segundo profissionais, já representa risco de danos cerebrais e falência de órgãos. Em um episódio semelhante, também noticiado na região, outro cão apresentou agitação, respiração ofegante, taquicardia e febre alta.
Profissionais de saúde animal ressaltam que qualquer suspeita de exposição a narcóticos deve ser tratada como emergência. A recomendação é levar o cão imediatamente ao veterinário, sem tentar tratar o caso apenas em casa, já que o tempo de resposta faz diferença direta na chance de recuperação.
No caso noticiado em North Hollywood, o cão permaneceu mais de um dia em cuidados intensivos até apresentar melhora e ser liberado. Veterinários destacam que, mesmo após a alta, pode ser necessário acompanhamento adicional para avaliar possíveis sequelas neurológicas ou orgânicas.