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Comprador entrega relógios roubados por diarista suspeita de matar casal em Belo Horizonte

Objetos foram recuperados pela Polícia Civil após devolução espontânea; investigação apura se houve crime de receptação

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Polícia Civil recuperou relógios roubados da casa do casal após comprador entregar os objetos espontaneamente às autoridades | Foto: Reprodução
Polícia Civil recuperou relógios roubados da casa do casal após comprador entregar os objetos espontaneamente às autoridades | Foto: Reprodução

Os relógios roubados da residência do advogado Cláudio Atala Inácio, de 75 anos, e da empresária aposentada Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76, foram recuperados pela Polícia Civil de Minas Gerais. Os objetos haviam sido vendidos pela diarista investigada pelo latrocínio do casal e foram entregues espontaneamente pelo comprador às autoridades.


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Segundo a corporação, o homem procurou uma delegacia após tomar conhecimento da repercussão do caso e devolveu os relógios. Até o momento, não há indícios de que ele tenha adquirido os itens de má-fé. A Polícia Civil, no entanto, informou que as circunstâncias da negociação seguem em investigação para verificar a eventual prática de receptação.

A corporação não divulgou a marca dos relógios nem o valor pelo qual eles teriam sido vendidos.

Investigação

Também nesta semana, a perícia confirmou a presença de medicamentos sedativos no organismo das vítimas. A suspeita, Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, já havia confessado ter utilizado calmantes de uso pessoal para dopar o casal antes de cometer o crime.

De acordo com as investigações, Paola trabalhava pela primeira vez na residência das vítimas, após ser indicada por um familiar do casal para quem já prestava serviços como diarista. O parente prestou depoimento à polícia e afirmou estar abalado com o crime, relatando que nunca havia desconfiado da suspeita e que passou a se sentir culpado pela indicação.

Segundo o delegado responsável pelo caso, o familiar contou ainda que recebeu uma ligação da diarista no dia do crime informando que Maria Clotilde estaria passando mal, mas não foi até o apartamento para verificar a situação.

Dinâmica do crime

As investigações apontam que a suspeita entrou no edifício por volta das 7h30 da última segunda-feira (29), carregando apenas uma bolsa. Cerca de oito horas depois, deixou o prédio com roupas diferentes, duas sacolas grandes e uma bolsa reconhecida pela família como pertencente à empresária.

A perícia concluiu que as vítimas morreram após sofrerem diversos golpes de faca em diferentes partes do corpo. Para a Polícia Civil, a violência empregada vai além da necessária para um roubo, indicando extrema crueldade.

Após deixar o apartamento, a suspeita teria passado cerca de dois dias entre Belo Horizonte e Itabira, hospedando-se em um hotel, frequentando restaurantes, utilizando carros por aplicativo, realizando compras e negociando joias e outros bens subtraídos da residência. A polícia estima que foram levados aproximadamente R$ 18 mil em dinheiro, além de relógios, joias e objetos de valor.

Prisão

Paola Stefany Neto Cirino foi presa na madrugada de quarta-feira (1º), em um hotel de Itabira, durante uma operação do Departamento Estadual de Investigação de Crimes contra o Patrimônio (Depatri). Ela permanece presa e deve responder por latrocínio.

A Polícia Civil prossegue com as investigações para recuperar os demais bens levados da residência, esclarecer toda a dinâmica do crime e apurar se houve participação de outras pessoas na ação.