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Creme dental da Colgate é interditado por Anvisa após reações adversas
Sintomas relatados incluem inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral, sensação de ardência, dormência na boca, vermelhidão e outros
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar da pasta de dente Colgate Clean Mint em todo o Brasil. A decisão, válida por 90 dias, foi tomada após a agência receber relatos de consumidores que apresentaram reações adversas ao produto.
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O que aconteceu?
Entre 1º de janeiro e 19 de março de 2025, a Anvisa registrou oito notificações envolvendo 13 casos de efeitos colaterais atribuídos ao uso da pasta. Os sintomas relatados incluem inchaço nas amígdalas, lábios e mucosa oral, sensação de ardência, dormência na boca, boca seca, irritação gengival e vermelhidão.
A medida é preventiva e faz parte do protocolo da Anvisa para garantir a segurança dos consumidores. Durante esse período, a empresa pode recorrer da decisão e apresentar informações que comprovem a segurança do produto.
Até o momento, a Colgate-Palmolive não se pronunciou oficialmente sobre a interdição. No entanto, em resposta a questionamentos anteriores sobre a fórmula do produto, a empresa afirmou que o fluoreto de estanho — substância presente na pasta — é seguro, eficaz e amplamente utilizado em cremes dentais no mundo todo.
A marca também destacou que a nova composição foi desenvolvida ao longo de mais de uma década de pesquisa e testada por consumidores, inclusive no Brasil, antes de ser lançada no mercado.
Quais os próximos passos?
A Anvisa continuará monitorando o caso e analisando novos relatos de consumidores. Caso apresente defesa e comprove a segurança do produto, a Colgate pode conseguir a liberação da venda antes do prazo de 90 dias.
Enquanto isso, a agência recomenda que consumidores que apresentem reações adversas procurem atendimento médico e notifiquem o problema pelo sistema Vigipós.