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Empresário é condenado por instalar câmeras e espionar clientes nuas
Investigação apontou que ele mantinha acesso remoto a dezenas de sistemas de segurança instalados para clientes
Um empresário que atuava com instalação de câmeras de segurança foi condenado a mais de sete anos de prisão após ser acusado de acessar equipamentos de monitoramento de clientes sem autorização e registrar imagens íntimas das vítimas. Segundo a Justiça, parte do material também envolvia uma criança.
O caso ocorreu em Goiás e a condenação foi divulgada nesta semana pelo Ministério Público estadual. De acordo com o processo, o homem utilizava o acesso aos sistemas de vigilância instalados por sua empresa para acompanhar a rotina de clientes sem o conhecimento deles.
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As investigações começaram após uma mulher descobrir que imagens gravadas dentro de sua residência estavam armazenadas no celular do empresário. O material foi apresentado à vítima pela ex-companheira do acusado, que afirmou ter encontrado os arquivos anos antes.
Segundo o Ministério Público de Goiás (MPGO), uma das gravações mostrava a mulher sem roupas em um ambiente da casa. A filha dela, de 9 anos, também aparecia nas imagens. Por causa desse conteúdo, o empresário foi responsabilizado por crimes relacionados à produção de pornografia infantil.
Investigação encontrou dezenas de acessos
Após ser informada sobre a existência dos vídeos, a vítima procurou a polícia para registrar a denúncia. A partir daí, foram iniciadas diligências que resultaram na apreensão do celular do suspeito.
A análise do aparelho revelou que ele possuía acesso remoto a 91 sistemas de monitoramento pertencentes a clientes. Conforme apontado pela investigação, esse acesso era mantido sem autorização dos proprietários.
A decisão judicial destacou ainda que a residência da vítima fazia parte da carteira de clientes do empresário e que o contrato firmado previa a instalação de câmeras em diferentes cômodos do imóvel.
Além da condenação do empresário, a ex-esposa dele também foi sentenciada. A Justiça entendeu que ela manteve armazenado por anos um vídeo com conteúdo de pornografia infantil. A pena aplicada foi de um ano de reclusão em regime aberto, convertida em medidas restritivas de direitos.