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Ex-policial é condenado por homicídio de menina de 11 anos após perseguição
Ex-policial foi acusado de ter provocado o capotamento do veículo em que estava a criança, o que provocou a sua morte
Um ex-policial rodoviário do estado de Nova York, nos EUA, foi condenado por homicídio culposo contra uma menina de 11 anos, nessa sexta-feira (13). Na ocasião, a vítima, Monica Goods, teria sido perseguida em alta velocidade por Christopher Baldner, o que resultou em sua morte.
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O caso teve início quando, em dezembro de 2020, Baldner parou o veículo do pai da menina, Tristin Goods, por excesso de velocidade perto de Kingston. Durante a abordagem, houve uma discussão e o policial utilizou spray de pimenta no interior do carro, onde estavam Goods, sua esposa e suas duas filhas.
Após Goods fugir do local, Baldner iniciou uma perseguição na New York State Thruway, colidindo intencionalmente duas vezes contra o SUV da família, o que causou o capotamento do veículo e a morte de Monica.
A defesa, por outro lado, apresentou uma narrativa de que o motorista do veículo perseguido teria contribuído decisivamente para a perda de controle e para o capotamento que resultou na morte da criança.
Segundo julgamento
Este foi o segundo julgamento de Baldner, de 47 anos. Em novembro, um júri havia absolvido o ex-policial das acusações de assassinato e perigo imprudente, mas não conseguiu chegar a um consenso sobre a acusação de homicídio culposo, o que levou à anulação parcial e a este novo processo.
Atualmente aposentado e em liberdade sob fiança, Baldner poderá enfrentar uma pena de 5 a 15 anos de prisão. A leitura definitiva da sentença está agendada para o dia 2 de junho.
A Procuradora-Geral de Nova York, Letitia James, declarou que o veredito representa “justiça” para os familiares da vítima. O sindicato dos policiais rodoviários (Police Benevolent Association), por outro lado, manifestou profunda decepção, defendendo que Baldner estava seguindo seu treinamento ao lidar com uma situação perigosa e que a decisão envia uma mensagem preocupante para os oficiais da lei.
O que diz a defesa
Durante o julgamento, a defesa de Baldner insistiu na tese de que a responsabilidade pelo desfecho trágico recaiu sobre o condutor do SUV, Tristin Goods. Advogados afirmaram que o motorista teria dirigido de forma arriscada, inclusive colidindo duas vezes com a viatura durante a perseguição. Um perito em reconstrução de acidentes apresentado pela defesa declarou que o capotamento teria ocorrido após uma “colisão muito leve”, supostamente seguida de uma correção exagerada por parte de Goods ao volante.
Já o Ministério Público, representado pela Procuradoria-Geral do Estado, sustentou que o ex-trooper escolheu usar o carro de patrulha como instrumento de força, em desacordo com o dever de proteger a integridade dos ocupantes do veículo perseguido.
A promotoria descreveu a conduta de Baldner como um uso “temerário” da viatura, incompatível com os protocolos esperados em perseguições envolvendo família e crianças. A acusação também ressaltou que a decisão de perseguir um veículo em alta velocidade na rodovia, após uso de spray de pimenta, aumentou consideravelmente os riscos para todos os ocupantes do SUV.