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Fundador da Ricardo Eletro é denunciado por sonegar R$ 86 milhões

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) denunciou o fundador da Ricardo Eletro, empresa do ramo varejista, Ricardo Nunes, por sonegar R$ 86 milhões entre junho de 2016 e maio de 2018. O ex-diretor da empresa também foi denunciado pelo mesmo crime.

Ricardo vem sendo investigado pelo Ministério Público desde Julho de 2020. Ele é suspeito de participar de uma organização criminosa que teria sonegado cerca de R$ 400 milhões em ICMS devidos ao Estado de Minas Gerais. No dia 8 de julho de 2020 ele foi preso. As investigações mostraram que a Ricardo Eletro cobrava dos consumidores o valor correspondente aos imposto mas não fazia o repasse ao estado

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Outras duas denúncias estão na Justiça, distribuídas por dependência à medida cautelar de recuperação de bens, busca e apreensão e prisão. Imóveis no nome do investigado já foram recuperados na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Os valores giram em torno de R$ 60 milhões.

Um inquérito policial está em aberto investigado a lavagem de dinheiro praticada pelos denunciados, por meio de empresas de participação em nome da mãe e da irmã de Ricardo Nunes.

A Ricardo Eletro já apresentou um pedido de recuperação judicial e fechou suas lojas físicas. Em setembro de 2021, foi homologado pela Justiça o plano de recuperação judicial. Para o MPMG, o dono da empresa foi o causador das dívidas que provocaram a falência da empresa, transferindo para si e seus parentes os lucros obtidos com a sonegação fiscal.

Pedro Faria

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  • Essa é uma prática comum nos comércios (mercados, padarias, farmácias, restaurantes, lojas de roupas) das cidades do interior que não emitem cupom fiscal. Não tem fiscalização séria.