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Menina de 2 anos morre após engasgar com ervilha em creche
Lauren Boland teve parada cardíaca após obstrução das vias aéreas durante o almoço
Lauren Boland, de apenas 2 anos, morreu após engasgar com uma ervilha durante o almoço na creche onde estudava, no condado de Wicklow, Irlanda. O episódio aconteceu um dia antes, quando ela foi atendida por funcionários e levada ao hospital, mas não resistiu.
O inquérito conduzido pelo Tribunal do Legista do Distrito de Dublin classificou a morte como “infortúnio” e levou a uma recomendação: creches devem ser obrigadas a ter desfibriladores e a revisar orientações sobre riscos de asfixia em alimentos para crianças pequenas.
Às 12h06 daquele dia, câmeras da creche Little Explorers registraram o momento em que Lauren começou a demonstrar sinais de angústia. Ela havia acabado de receber o almoço.
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Tossiu, apontou para a garganta e começou a lutar por ar. Funcionárias tentaram agir com rapidez: tapas nas costas, verificação na boca, pedidos de ajuda. Mas a ervilha que obstruiu suas vias aéreas não foi identificada nem removida naquele momento.
Mãe foi chamada após engasgo da filha
A mãe, Lisa Boland, recebeu a primeira ligação às 12h17. A voz do outro lado dizia que Lauren parecia ter engasgado com uma ervilha. Dois minutos depois, a notícia piorava: a menina havia perdido a consciência. Lisa correu até a creche.
Ao chegar, viu a filha deitada no chão, com coloração esverdeada e pele fria. Tentou respiração boca-a-boca, mas foi orientada a não continuar — havia risco de a obstrução piorar. Ela lembra do momento como um choque absoluto: “Gritei em puro desespero”, contou.
Criança teve parada cardíaca após engasgar e morreu no hospital
Lauren chegou ao hospital, foi estabilizada, mas sofreu uma nova parada cardíaca e morreu no dia seguinte, nos braços dos pais.
O laudo da autópsia, apresentado pelo patologista John O’Neill, identificou uma ervilha comprimida, porém intacta, presa na laringe da criança. Com apenas 11×5 mm, o alimento foi suficiente para bloquear completamente a passagem de ar em seu ponto mais estreito.
Lauren morreu por falta de oxigênio no cérebro após parada cardiorrespiratória prolongada.
Funcionários da creche disseram ter seguido protocolos de emergência
Durante o inquérito, a equipe da creche relatou os procedimentos adotados. A diretora da empresa responsável afirmou que a política da instituição foi revisada após o ocorrido. Desfibriladores foram instalados em todas as unidades, mesmo sem exigência legal.
Também foi confirmado que, no dia do incidente, quatro funcionários da unidade estavam treinados em primeiros socorros, acima do mínimo exigido por lei.