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Mulher que fingiu ter 12 anos e foi “adotada” em SC é denunciada por estelionato e falsa identidade
Denúncia aponta estelionato e falsa identidade; caso envolveu convivência de 14 meses e agora depende de decisão da Justiça
O Ministério Público de Santa Catarina denunciou Amanda Maria Souza de Oliveira, mulher de 37 anos que teria se passado por uma adolescente de 12 anos e vivido por cerca de 14 meses com uma família em Joinville. A acusação inclui estelionato e falsa identidade, e agora depende de análise da Justiça para que ela possa se tornar ré.
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Até a manhã desta terça-feira (9), a Justiça ainda não havia se manifestado sobre o pedido, que pode ou não torná-la ré. A farsa foi descoberta em 2 de junho, quando a mulher foi presa na casa da família que acreditava ter adotado a jovem.
Em depoimento à polícia, ela confessou que também aplicou golpes semelhantes em outras cidades, incluindo Curitiba (PR) e Nova Iguaçu (RJ), além de estados como Minas Gerais, Goiás e Ceará. Em Santa Catarina, há investigação sobre possíveis casos em Florianópolis e Chapecó.
Segundo a defesa, representada pelo advogado Rafael Luiz Siewert, será aguardado um exame psiquiátrico antes de qualquer posicionamento oficial.
Como a golpista chegou à família
A aproximação começou de forma gradual por meio da intermediação de um pastor de uma igreja local. Inicialmente, ela se apresentou com outro nome e disse ter 18 anos, além de experiência em panificação e busca por trabalho.
Com o tempo, passou a relatar problemas de saúde e dificuldades financeiras, o que sensibilizou a família, que chegou a fornecer medicamentos usados para emagrecimento.
Depois de conquistar a confiança dos moradores, mudou a versão e afirmou ter apenas 11 anos, dizendo ter sido vítima de abusos. A partir disso, passou a viver com a família e chegou a ganhar uma festa de aniversário como se tivesse 12 anos.

A descoberta do caso aconteceu após uma tia levantar suspeitas e relatar a situação ao pai adotivo, que inicialmente duvidou, mas passou a desconfiar após encontrar inconsistências em uma reportagem.
Outras situações semelhantes
Em um caso anterior no Rio de Janeiro, em 2023, a mulher teria usado outra identidade e passado um período sob cuidados de um projeto social que acolhe crianças vítimas de abuso e pessoas com autismo.
Imagens desse período mostram a mulher imitando voz infantil e mantendo o comportamento da personagem.
Registros e acusações
Segundo relatos das vítimas, a mulher chegou a receber festa de aniversário, quarto infantil decorado e medicamentos, enquanto a família acreditava estar acolhendo uma criança em situação de vulnerabilidade.
A investigação aponta que o caso teria sido mantido por cerca de 14 meses antes da descoberta.