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Paciente espera cirurgia após fechamento do Hospital Maria Amélia Lins em BH
Jovem aguarda cirurgia para retirada de fixadores após fechamento do Hospital Maria Amélia Lins, em BH. Caso expõe impactos da descontinuidade dos atendimentos
O fechamento do Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte, continua afetando pacientes que dependem de procedimentos ortopédicos. Um dos casos é o da atendente Júlia Ad’ Vincula de Paula Magalhães, de 23 anos, que aguarda a retirada de fixadores externos instalados na pelve após um acidente de moto ocorrido em abril deste ano.
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Segundo reportagens publicadas pela imprensa mineira, a jovem afirma que o procedimento deveria ter sido agendado após o acompanhamento realizado no Hospital Maria Amélia Lins. No entanto, ao comparecer à unidade para uma consulta, encontrou o hospital fechado em razão da reorganização dos atendimentos.
Após o fechamento da unidade, Júlia passou a ser acompanhada pelo Hospital João XXIII. Apesar das avaliações médicas, ela ainda não recebeu uma data para realizar a cirurgia de retirada dos fixadores.
Acidente provocou fraturas e cirurgia
Júlia sofreu um acidente de moto no dia 7 de abril, na Avenida do Contorno, em Belo Horizonte. Ela fraturou o punho, sofreu lesões na pelve e precisou passar por uma cirurgia para colocação de fixadores externos na região da sínfise púbica, estrutura que integra o anel pélvico.
Depois de permanecer internada por cerca de dez dias, recebeu alta médica com a orientação de realizar o acompanhamento no Hospital Maria Amélia Lins, referência estadual em ortopedia e traumatologia.
Entretanto, com a desativação dos serviços da unidade, o fluxo de atendimento foi alterado, e a paciente passou a buscar assistência no Hospital João XXIII.
Espera afeta rotina e recuperação
Enquanto aguarda o procedimento, a jovem relata dificuldades para realizar atividades do dia a dia. Ela permanece afastada do trabalho pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e afirma conviver com dores e limitações de mobilidade.
Além disso, a paciente diz ter sofrido quedas dentro de casa durante o período de recuperação e afirma que os fixadores externos dificultam tarefas simples, como subir escadas e dormir em posições diferentes.
Segundo familiares, o procedimento de retirada dos fixadores já deveria ter sido marcado, mas até o momento não há previsão para a cirurgia.
Justiça determinou reabertura do Hospital Maria Amélia Lins
O caso ocorre em meio ao impasse envolvendo o Hospital Maria Amélia Lins. O bloco cirúrgico da unidade foi fechado pelo Governo de Minas no fim de 2024 sob a justificativa de realização de reformas e reorganização dos serviços.
Desde então, pacientes e profissionais de saúde passaram a denunciar impactos no atendimento ortopédico da rede estadual, especialmente com a transferência da demanda para o Hospital João XXIII e outras unidades da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig).
Na última semana, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) determinou a reabertura integral do Hospital Maria Amélia Lins. A decisão atende a uma ação civil pública proposta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e concluiu que o fechamento da unidade ocorreu sem planejamento adequado.
A decisão judicial determina o restabelecimento dos serviços do hospital, embora ainda caiba recurso.
Fhemig ainda não havia se manifestado
Até a publicação das reportagens que divulgaram o caso, a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) ainda não havia informado quando a cirurgia da paciente seria realizada nem se manifestado sobre a situação específica. O conteúdo poderá ser atualizado caso o órgão divulgue um posicionamento oficial.