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Pizzaria envia entulho a golpista após Pix de R$ 0,01 em MG

Comerciante de Contagem identificou fraude em comprovante de R$ 173 e decidiu simular entrega com restos de gesso

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Pizzaria
Dono de pizzaria dá "troco" em fraude e entrega gesso e entulho

O dono de uma pizzaria no bairro Eldorado, em Contagem (MG), reagiu a uma tentativa de estelionato de forma pouco convencional no último dia 24.

Após identificar que uma cliente enviou um comprovante de R$ 173, mas transferiu apenas um centavo, o comerciante despachou caixas preenchidas com gesso e restos de obra no lugar das pizzas, revelando a farsa assim que o pacote foi entregue.


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O golpe do centavo

O pedido chegou pelo WhatsApp do administrador Robson da Silva Heleno e incluía duas pizzas e um refrigerante. A suposta cliente enviou uma imagem que simulava o pagamento total via Pix.

No entanto, ao checar o aplicativo do banco, o empresário percebeu que o valor real depositado era de apenas R$ 0,01.

Cardápio de obras

Em vez de cancelar o pedido, Robson e o pai decidiram montar uma “encomenda especial”. Eles utilizaram as embalagens da própria pizzaria para acomodar entulho e gesso, mantendo o peso e o volume aproximados de uma refeição real para não gerar desconfiança no entregador parceiro.

O material foi enviado ao endereço indicado e toda a preparação foi filmada para as redes sociais da empresa. Segundo o boletim de ocorrência, a mulher questionou o conteúdo recebido, mas bloqueou o contato da pizzaria logo após ser informada de que a tentativa de fraude havia sido descoberta.

Radiografia do crime

O episódio reflete um cenário de insegurança digital que atinge milhões de brasileiros. Dados de 2025 coletados pelo Datafolha e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram o impacto dessa modalidade de crime no país:

  • Vítimas: 24 milhões de brasileiros (14% da população);
  • Prejuízo: Cerca de R$ 29 bilhões em perdas estimadas;
  • Método: Uso de comprovantes falsos e boletos adulterados.

Olho no extrato

Para evitar prejuízos, a orientação de especialistas em segurança e órgãos de defesa do consumidor é que o lojista nunca finalize a venda apenas com base no print enviado pelo cliente.

A recomendação é realizar sempre a validação do saldo diretamente no extrato bancário antes de despachar qualquer produto.