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Polícia recupera objetos roubados de casal morto por diarista em BH
Reconstituição do crime será realizada nesta quarta-feira para esclarecer a dinâmica do duplo latrocínio
A Polícia Civil recuperou parte dos objetos roubados do casal de idosos assassinado dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte. A corporação também realiza, nesta quarta-feira (8), a reconstituição do crime para esclarecer a dinâmica do duplo latrocínio.
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A Polícia Civil informou que os objetos foram encontrados nesta terça-feira (7) e serão entregues aos familiares das vítimas após a conclusão dos procedimentos necessários.
Segundo a corporação, dois compradores dos produtos foram até o Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio (Deiccp) acompanhados de advogados. Eles prestaram depoimentos e entregaram os itens adquiridos.
Entre os materiais recuperados estão dois pares de tênis, 11 relógios e um bracelete. Conforme as investigações, os objetos pertenciam ao casal e foram retirados do apartamento pela diarista Paola Stefany Neto Cirino, suspeita de cometer o crime. A polícia aponta que os pertences foram vendidos posteriormente.
Reconstituição do crime
A Polícia Civil realiza nesta quarta-feira (8), às 14h, a reprodução simulada do assassinato no apartamento onde o casal foi encontrado morto, no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte.
A ação contará com a participação da perícia oficial, investigadores do Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio, da suspeita acompanhada de seus advogados e de representantes da família das vítimas.
De acordo com a corporação, a reconstituição tem como objetivo esclarecer a sequência dos acontecimentos e comparar as informações já levantadas durante o inquérito com a dinâmica apresentada no local do crime.
Prisão da suspeita
Paola Stefany Neto Cirino foi presa na quinta-feira (2), em Itabira, na Região Central de Minas Gerais. Segundo a Polícia Civil, ela confessou o assassinato do casal e teria cometido o crime no primeiro dia em que trabalhou como diarista para as vítimas.

As investigações indicam que a suspeita enfrentava dificuldades financeiras e possuía dívidas relacionadas a apostas. Familiares teriam pago cerca de R$ 40 mil a um agiota para ajudá-la. Para a polícia, a motivação do crime teria sido financeira.
O casal foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava no domingo (29). Imagens de câmeras de segurança registraram a entrada e a saída da suspeita do prédio no dia em que os assassinatos teriam acontecido.
Em nota, a defesa de Paola informou que os argumentos serão apresentados no momento oportuno, com base nas provas que forem produzidas durante o processo.