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Preso na Bahia por estupro de crianças é transferido para São Paulo nesta terça

Suspeito de 21 anos é apontado como responsável por coordenar ações e gravar os abusos; outros quatro adolescentes também foram apreendidos

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Foto de Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, registrada pela Polícia Civil de São Paulo
Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos — Foto: Polícia Civil de SP

Alessandro Martins dos Santos, de 21 anos, preso na Bahia por envolvimento em um caso de violência contra duas crianças na zona leste de São Paulo, embarcou para a capital paulista nesta terça-feira (5). Ele é apontado pela investigação como uma das principais peças do esquema criminoso.

O suspeito foi transferido em um voo com destino ao Aeroporto Internacional de Guarulhos, na Grande São Paulo, com chegada prevista por volta das 12h20. A operação é acompanhada por equipes da Polícia Civil.

Suspeito é escoltado por policiais durante embarque na Bahia com destino a São Paulo — Foto: Reprodução/Polícia Civil de SP e GCM Brejões

Alessandro foi preso no município de Brejões, no interior da Bahia, após ser localizado durante ações de investigação. Ele é o único adulto entre os envolvidos no caso.

Segundo a Polícia Civil, o investigado teria papel central na organização das ações, incluindo a orientação para que os abusos fossem registrados e compartilhados.

Além dele, outros quatro adolescentes foram apreendidos por participação no crime. Parte dos envolvidos já teria confessado envolvimento.

O crime ocorreu no dia 21 de abril. As vítimas são dois meninos, de 7 e 10 anos.

As apurações também indicam que o grupo conhecia as vítimas e se aproveitou da relação de proximidade para atraí-las até o local onde os crimes ocorreram, sob o pretexto de um convite para soltar pipa.

A polícia investiga ainda a circulação das imagens registradas. Segundo os investigadores, o material foi compartilhado por aplicativos de mensagens e acabou se espalhando nas redes sociais.

Outro ponto investigado é a existência de possíveis ameaças contra familiares das vítimas, o que pode ter dificultado o registro da ocorrência.

As vítimas recebem acompanhamento médico e psicológico, além de apoio de órgãos de proteção à infância. O caso segue sob responsabilidade do 63º Distrito Policial, na zona leste da capital paulista.