Notícias
Primo de casal morto em BH diz estar abalado após indicar diarista suspeita do crime
Homem disse que a suspeita prestava serviços para ele desde 2025 e que jamais apresentou comportamento que levantasse suspeitas. Ela confessou o assassinato do casal após ser presa nesta quinta-feira (2)
O primo do casal de idosos assassinado a facadas dentro de um apartamento no bairro São Pedro, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, afirmou estar profundamente abalado após descobrir que a profissional indicada por ele é a principal suspeita do crime.
Em entrevista ao g1, o homem explicou que a diarista Paola Stefany Neto Cirino, de 30 anos, prestava serviços em sua residência desde outubro de 2025 e que, durante todo esse período, jamais apresentou comportamento que levantasse suspeitas.
- Suspeita de matar casal de idosos em BH acumulava dívida de R$ 40 mil com agiota, diz polícia
- Suspeita de matar casal de idosos em Belo Horizonte é presa em hotel de Itabira
- Suspeita de matar casal de idosos em BH é identificada; polícia aponta fuga
O parente detalhou que conheceu Paola por intermédio de uma mulher chamada “Val”, responsável pela indicação do serviço. Segundo ele, a suspeita demonstrava forte religiosidade e costumava enviar mensagens com trechos bíblicos.
Diante da boa impressão, ele acabou recomendando a diarista ao casal, que buscava ajuda para organizar a casa antes de uma mudança. Dias antes do crime, o advogado Cláudio Atala Inácio chegou a entrar em contato novamente para recuperar o telefone da profissional.
O homem também afirmou que nunca pesquisou antecedentes da diarista e que desconhecia qualquer possível envolvimento com dívidas ou atividades ilícitas. Ele prestou depoimento nesta quinta-feira (2), no Departamento Estadual de Investigação de Crimes Contra o Patrimônio.
Relembre o caso
O casal Maria Clotilde Moreira Maciel Atala Inácio, de 76 anos, e o advogado Cláudio Atala Inácio, de 75, foi encontrado morto dentro do apartamento onde morava na terça-feira (30).
A perícia apontou que Cláudio foi atingido por mais de 40 facadas e Maria Clotilde sofreu sete golpes. Ambos apresentavam sinais de defesa.
Imagens de segurança mostram a entrada de Paola no prédio na manhã de segunda-feira (29). Horas depois, ela deixou o local com roupas diferentes e carregando sacolas e uma bolsa da vítima.
A suspeita foi presa em um hotel em Itabira na madrugada desta quinta-feira (2). Segundo a Polícia Civil, ela confessou o crime informalmente, mas ficou em silêncio no depoimento formal.

De acordo com a investigação, ela afirmou que entrou no local inicialmente para trabalhar, mas decidiu furtar objetos após o crime. Disse ainda ter sofrido um “surto psicótico” e alegou ter dopado as vítimas antes do ataque.
A Polícia Civil segue investigando se há outros envolvidos.
O que diz a defesa
Em nota, a defesa de Paola Stefany Neto Cirino afirmou que lamenta o ocorrido e se solidariza com os familiares das vítimas. Os advogados disseram que vão acompanhar o caso ao longo da investigação, respeitando o andamento do processo e as garantias legais previstas.
A defesa também destacou que os argumentos serão apresentados no momento adequado dentro do processo e que qualquer definição sobre responsabilidade cabe exclusivamente à Justiça.