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Professor é afastado após ex-aluno denunciar perseguição e mensagens de teor sexual

Jovem identificou o suposto autor das mensagens ao simular uma transferência via Pix; caso é apurado pela Polícia Civil

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Jovem descobre estar sendo perseguido por ex-professor ao simular Pix de R$ 0,01 para número desconhecido — Foto: Arquivo Pessoal
Jovem descobre estar sendo perseguido por ex-professor ao simular Pix de R$ 0,01 para número desconhecido — Foto: Arquivo Pessoal

Um professor da Escola Técnica Estadual (Etec) de Cubatão, no litoral de São Paulo, foi afastado cautelarmente após ser acusado de perseguir um ex-aluno por meio de mensagens de teor sexual. O caso é investigado pela Polícia Civil.


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Segundo o jovem, que estudou na unidade entre 2023 e 2024, os primeiros contatos ocorreram ainda durante o período escolar. As mensagens, enviadas por números desconhecidos, continham elogios e comentários de cunho sexual. Desconfiado, ele utilizou uma simulação de transferência via Pix para identificar o titular do telefone e descobriu que o número estava vinculado ao nome de um professor da instituição.

Após bloquear o contato, o ex-aluno relatou ter recebido novas mensagens semelhantes em 2025. Novamente, ao consultar os dados por meio da chave Pix, identificou o mesmo docente. A direção da escola foi informada e confirmou que parte do CPF exibido correspondia ao cadastro do servidor.

De acordo com o boletim de ocorrência, os contatos persistiram mesmo após os bloqueios realizados pela vítima. A situação voltou a ocorrer no último fim de semana, quando o jovem recebeu mensagens com conteúdo sexualmente sugestivo por meio do aplicativo Telegram.

A vítima afirma que a insistência nas tentativas de contato tem provocado constrangimento, desconforto e sensação de insegurança. O caso foi registrado na Polícia Civil, que realiza diligências para apurar os fatos.

Em nota, o Centro Paula Souza informou que o professor foi afastado preventivamente até a conclusão da apuração preliminar. A instituição afirmou ainda que prestou acolhimento ao denunciante e encaminhou o caso à Controladoria Geral do Estado.

O nome do professor não foi divulgado pelas autoridades.